Valdomiro Minoru quebra tabú e pede mais investimento do Brasil em Angola

Dono de várias empresas e tido como dono da MACOM Transporte, O empresário brasileiro-angolano Valdomiro Minoru Dondo, defendeu, em Luanda, um maior incentivo do governo brasileiro para que os brasileiros invistam em Angola e quebrem o ritmo de decréscimo das relações comerciais verificados nos últimos anos. Com mais de 10 empresas em diversos ramos, Minoru defende prioridade para sectores da economia angolana, apesar do irritante entre Brasil e Angola através da IURD.

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Lusa

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Valdomiro Dondo, considerado um dos empresários de maior sucesso em Angola, presente no país há 35 anos, notou que a relação comercial Brasil/Angola, “decresceu muito” nos últimos anos, o que no seu entender “não se justifica”.

“Nós fazemos muito esforço para trazer colegas para cá”, disse Valdomiro Dondo, manifestando o seu interesse no segmento da agroindústria em parceria com empresários brasileiros que “têm tecnologia, ‘know-how’”, lembrando que a similaridade de produtos agropecuários que se produzem no Brasil podem ser produzidos em Angola.

“Nós vemos que falta contrapartida de sensibilização do governo brasileiro junto ao empresariado. O exemplo é que hoje o transporte marítimo Brasil/Angola praticamente não existe, a ligação aérea está suspensa, então isso torna muito difícil”, realçou.

Há 35 anos em Angola, Valdomiro Dondo começou a sua actividade empresarial no país na década de 1980 com o comércio de alimentos exportados do Brasil, expandindo mais tarde os seus negócios para outros sectores, sendo hoje detentor de mais de 20 empresas, nos segmentos dos transportes, banca, saúde, imobiliário, tecnologias de informação, mineração, restauração, bebidas e agricultura.

O empresário afirma ter investido em Angola acima de 500 milhões de dólares (420 milhões de euros), mas reconhece que a “realidade actual está bem diferente do era há dois anos”.

Em declarações à agência Lusa, Valdomiro Minoru Dondo, disse que “a economia decresceu um pouco com a pandemia”, o que levou a uma redução de pelo menos 2.000 postos de trabalho dos 5.000 que conseguiu criar com os seus negócios.

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