Taxistas paralisam Luanda e acusam TV Zimbo de manipular dados sobre suspensão da greve

Confrontos e vandalismo marcam primeiras horas de greve dos taxistas em Luanda, As Associações ligadas aos serviços de táxis colectivos no país, paralisaram as suas actividades, a partir desta segunda-feira, 10 de Janeiro, por má actuação dos agentes de trânsito, entre outros factos, embora o Executivo tenha permitido que os automobilistas carregassem, desde sábado último, o número habitual de passageiros.

Angola24h

Lusa & Angola 24horas

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Estradas cortadas, enchentes nas paragens e atos de vandalismo e destruição marcaram hoje as primeiras horas da paralisação dos taxistas na cidade de Luanda, com destaque para o distrito de Benfica onde foi incendiado o comité distrital do MPLA.

 

De acordo com os dados que Angola24horas teve acesso, desta vez os taxistas queixam-se de outros pontos como exclusão destes nas políticas públicas do Estado e a não materialização da profissionalização da actividade, proibição dos táxis azul-branco em algumas artérias da província de Luanda e o mau estado das vias de acesso.

 

Por outra, também estão em causa a questão de multas aos motoristas, pelo facto de um e outro passageiro ter baixado a máscara, bem como alagadas faltas de respeito e consideração de alguns governantes contra os líderes das associações de taxistas.

 

Segundo ainda informações as associações de taxistas, em algumas artérias da província de Luanda, não permitem que os seus colegas desrespeitem a paralisação do serviço, que teve início nesta segunda-feira, 10 de Janeiro, facto é que, alguns na tentativa de realizar a actividade estão a ser invadidos por eles com vários objectos e retirada de passageiros do interior das viaturas.

 

No entanto, as associações de taxistas acusam TV Zimbo de ter feito um jornalismo sensacionalista, ao ter anunciado a suspensão da paralisação, ouvindo apenas os representantes da Comissão Multissectorial de combate contra a Covid-19.

 

Assim sendo, desafiam a referida estação televisiva e os demais órgãos de comunicação social públicos, também tidos como influentes nesta disseminação da informação a ouvirem os organizadores da mesma greve, garantindo assim o contraditório.

 

Um dado ainda em actualização dá conta que no Benfica, em Luanda, a situação é mais grave porque para além de os taxistas interditarem a estrada os revindicadores atearam fogo no comité do partido no poder em Angola, MPLA.

 

De salientar que, até ao momento, não há ainda relatos vindos de outras províncias do país sobre a referida greve, inicialmente anunciada a ter lugar em todo território nacional.

Vídeos e fotografias postas a circular nas redes sociais mostram um cenário caótico em alguns pontos da cidade, com destaque para o que se vive no distrito urbano de Benfica, mais afastado do centro da cidade, onde um grupo de jovens incendiou bandeiras do MPLA e o edifício do comité distrital do partido que governa Angola há 46 anos.

 

Os vídeos mostram também estradas cortadas pela população com “zungueiras” (vendedoras ambulantes”) e jovens a impedir a circulação de autocarros e automóveis.

 

A paralisação foi convocada pela Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA) Associação dos Taxistas de Angola e Associação dos Taxistas de Luanda e estende-se a nove províncias do país.

 

Os taxistas queixam-se do excesso de zelo dos agentes policiais de que são alvo e do mau estado das estradas e exigem profissionalização da atividade e formalização do anúncio do regresso à lotação a 100% dos transportes coletivos, feito na sexta-feira passada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado.-