Sociedade condena a morte do Pediatra Silvio Dala

A morte em circunstâncias estranhas de um médico, Sílvio Dala, de 35 anos, numa esquadra da Polícia Nacional, na passada terça-feira, em Luanda, que gerou uma onda gigante de críticas à actuação policial nas redes sociais e nos media , levou a empresária Isabel dos Santos a juntar-se à indignação generalizada considerando este episódio “triste e revoltante”, enquanto Luaty Beirao questiona os resultados da autópsia.

Daniel Frederico

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” se a autópsia foi feita pela propria Policia entao ela vale zero” indignou o Rapper Luaty Beirao nas redes sociais.

Na rede social Twitter, Isabel dos Santos escreveu: “Hoje partilho convosco uma notícia triste e revoltante. Um jovem médico angolano foi preso pela polícia “que não distribui chocolates” pois ia a conduzir o seu carro e não estava usar a máscara p/Covid-19, e foi para esquadra e apareceu morto com sangue #casoDala” escreu a empresaria Angolana.

Depois de as redes sociais terem sido o palco inicial da indignação generalizada e de a classe profissional dos médicos se ter igualmente manifestado de forma contundente, o Ministério do Interior acabou por emitir um comunicado onde confirmou a morte do médico Sílvio Dala depois deste ter sido conduzido à esquadra, localizada no Rocha Pinto, em Luanda, por conduzir a sua viatura, onde estava sozinho, sem máscara, e acabou por falecer, segundo a versão das autoridades, por causas naturais e não por agressão.

O Sindicato Nacional dos Médicos de Angola exortou em comunicado ” à todos os médicos e sociedade em geral, a prosseguir com os actos de protesto face ao passamento físico prematuro e em condições por esclarecer, do colega SÍLVIO DALA, ocorrido no pretérito dia 01/09/2020 na cela de uma das esquadras de Polícia em Luanda”.
a nota Atéconsultada pelo RA, adianta que  “ate a data da marcha, algumas actividades “mínimas”,  com significados grandioso deverão ser levadas a cabo”.
“Começando com um acto simbólico na quarta-feira às 12h, que consistirá em largarmos os afazeres por 15 minutos e sairmos á rua perfilados com o fumo/luto, alguns dizeres em cartazes e em absoluto silêncio”.
“É importante mostrarmos o nosso descontentamento de várias formas.
Vamos todos participar caros colegas, mais velhos e mais novos juntos exigindo justiça” apela a nota assinada por Domingas Mateus, Vice-presidente do SIN-MED.

o Porta Voz da Policia em Luanda, garantiu que realizará uma conferencia de imprensa esta segunda-feira, para esclarecer o caso.

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