Sindicato Nacional do Comércio e Turismo nasce como uma força Reformista afirma Organização

Luanda testemunhou recentemente ao lançamento do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Comércio, Hotelaria e Turismo de Angola (SINTCHTA),numa das unidades hoteleiras em que esteve focado num sindicalismo reformista ou de controlo, e não para o revolucionário como acontece com a UNTA-CS, CGSILA e a Força Sindical.

Antonio Lenga Lenga

Repórter Angola

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A informação foi prestada ao Repórter Angola,  no final do acto de constituição de mais um sindicato nacional que, vai defender os trabalhadores do ramo do comércio, hotelaria e turismo, visto que estes no interior passam muitas dificuldades.

O seu responsável que também é advogado, Inácio César, disse que, “um dos objectivos dos sindicatos é a greve, e fomos criados para defender os trabalhadores, não implica dizer que vamos paralisar os serviços simplesmente, nós vamos pautar sempre pelo diálogo e o último recurso é a paralisação. O nosso objectivo é também ajudar o Estado e com as novas reformas que o Presidente da República tem implementado no país não podemos ficar para trás, por isso é devemos deixar de ser um sindicato de cariz revolucionário para uma organização reformista e de controlo”, disse.

O acto de constituição do sindicato contou com os delegados das províncias de Luanda, Uíge, Benguela, Malanje, Kwanza-Sul, Kwanza-Norte, Cabinda, Zaire e Huíla.

Inácio César explica como funciona o sindicato reformista ou de controlo, «tem como característica a democraticidade na representação e processos autónomos face ao Estado. A sua integração na sociedade é através de um método reivindicativo. Este sindicalismo é o que aconteceu na Inglaterra, nos Estados Unidos, nos países escandinavos, na Alemanha e na França, estas organizações de trabalhadores são muito fortes e pragmáticas», elucida.

Acrescenta que, «uma das acções do sindicalismo reformista ou de controlo é uma participação para a defesa e interesses dos trabalhadores, e é autónomo dos interesses do Estado. O sindicalismo revolucionário defende a classe operária e depende do Estado e já está ultrapassado com o contexto da sociedade actual. O MPLA já deixou de ser um partido do trabalho, e passou a ser de esquerda. Os sindicatos devem também definir as suas acções ideológicas. Vejo que a UNTA-CS, CGSILA e a Força Sindical Angolana tem ideologia da esquerda e defendem os interesses do patronato e não dos trabalhadores, e este não tem uma acção reivindicativa», acusa.

O sindicalista ameaça que, «se a UNTA-CS não mudar de visão depois do congresso que poderá acontecer no próximo ano, podemos deixar aquela organização e sermos independentes. Nas eleições da UNTA-CS haverá três candidatos, e o vencedor se mudar a organização para uma central reformista e de controlo vamos continuar, e se assim não acontecer preferimos ser uma organização independente. O nosso alinhamento com a UNTA-CS é uma questão de solidariedade e não de subordinação», garante.

Inácio César garante que, ao criarem o SINTCHTA com a voz das províncias, «as uniões dos sindicatos não faziam nada em prol dos trabalhadores filiados, ligados ao ramo do comércio, hotelaria e turismo, ou seja, simplesmente pagavam as quotas e não tinha contrapartida. Quando se fala do sindicalismo nas províncias fala-se apenas da função pública, da educação e da saúde e os restantes não é tido nem achados. Não se fala dos sindicatos dos trabalhadores do comércio, hotelaria e do turismo», disse.

Assegura, na província de Malanje não existe nenhum sindicato provincial que defende os interesses dos trabalhadores, «assim como acontece na Huíla, Cabinda e Uíge. E os trabalhadores deste ramo estão a muitos anos sem salários, e assim como não são pagos o IRT e a segurança social. Estamos diante de algumas acções criminais e que culmina na fuga ao fisco. Mas os nossos advogados estão já a tratar deste as

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