Presidente do Sindicato dos Médicos defende a exoneração da Sílvia Lutukuta

Os médicos, perderam o controlo da situação endémica que assola os hospitais do país e, em alguns casos, cada médico é obrigado de atender mais de 150 pacientes, por isso, o especialista entende que alicerce de um bom sistema de saúde reside na organização da assistência primária de saúde algo que a Ministra da Saúde não conseguiu organizar durante os quatro anos.

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Repórter Angola

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Segundo o Presidente do Sindicato dos Médicos em Angola, Adriano Manuel, diz  que todos os anos nos meses de Fevereiro a junho, a taxa de mortalidade nos nossos hospitais é muito elevada e culpa a Ministra da Saúde de nunca ter criado um projecto devidamente estruturado na perspectiva da melhoria da assistência primária de saúde.

“Esta carnificina que observamos nos nossos hospitais tem um culpado chamado Governo de Angola, mais concretamente a Presidência da República. A ministra da saúde não quer dialogar com ninguém. Todas as tentativas no sentido de encontrarmos os melhores caminhos para resolver a problemática da saúde com o ministério não tivemos sucesso. O MPLA, partido que governa o país, também não quer dialogar com ninguém”, disse o Presidente dos Sindicato dos médicos.

Segundo o representante legal, o Sindicato dos Médicos, sempre estiveram dispostos para encontrar caminhos viáveis para reduzir as doenças que assolam a comunidade, infelizmente nunca mereceram atenção dos órgãos que gozam do poder de decisão. Segundo Adriano Manuel, a primeira tentativa de diálogo que o sindicato teve, foi com altos dirigentes do MPLA, por iniciativa dos membros tendo culminado com a proposta de um memorando, que foi entregue ao partido com intuito de levar aos Gabinetes do Presidente e Vice-presidente do MPLA, o estranho é que nem se quer obtiveram alguma resposta.

“Por duas vezes, solicitamos audiência com o mais alta mandatário da República, não obtivemos nenhuma resposta. Num país onde tem governo sério, actual Ministra estaria longe do governo. Repito, a arrogância e a tirania dos governantes angolanos, tem prejudicado e de que maneira o povo angolanoEstas mortes em Angola são resultados da inobservância de uma saúde organizada. O que é que a ministra foi fazer em Benguela que o Director Provincial não podia fazer?” questiona.

Por outro lado, o Sindicalista entende que “precisamos ter mais centros médicos, apetrechar os hospitais municipais com meios e recursos humanos. Não podemos aceitar com tantas mortes de fevereiro até hoje, o governo não mobilizou recursos humanos bem como meios para diminuir o elevado índice de mortalidade nos hospitais públicos, tudo por causa de um governo, um partido que se recusa a dialogar com os técnicos para encontrar os caminhos de uma saúde com qualidade”, rematou.

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