Piloto da Sonair acusado de despejar família de casa para alojar Namorada

Piloto da empresa aeronáutica Sonair, Miguel Francisco Chivinda, está a ser acusado de despejar esposa e filhos da residência, localizada na Zona Verde, Rua 30, no Talatona, em Luanda, onde viviam, para hospedar a amante. Neste momento, a família pede ajuda para sobreviver.

C K

Correio da Kianda

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De acordo com denuncia feita pela senhora Inês Maria Francisco Chivinda, esposa do acusado, ao Correio da Kianda, nesta sexta-feira, 21, que vive com o senhor Miguel Francisco Chivinda, desde o ano de 2013, num matrimónio do qual resultou em duas filhas, de 6 anos de idade e a mais nova com 3 anos.

Inês Francisco Chivinda revelou que os choques no relacionamento tiveram início quando o esposo arranjou uma amante, daí pra frente deixou de prestar assistência à família.

“Sou casada com o senhor Miguel Francisco Chivinda, desde 2013, e compramos um terreno na Zona Verde onde começamos a fazer obras”, disse e acrescenta que o esposo arranjou uma amante e “saiu de casa, daí tudo começou a se complicar”, frisou.

Segundo a denunciante, a casa construída pelo casal terá nova dona, e como não bastasse, é nada mais, nada menos, que a amante do marido.

“Ele disse que a casa já não me pertencia mais e que o único proprietário da residência é só ele”, e escorraçou-a, colocando uma mulher e duas crianças fora de casa e sem abrigo, para alojar a amante na mesma moradia.

Miguel Francisco Chivinda, que responde no tribunal por crimes de cárcere privado e agressão física, praticados à sua família, conta nas suas acções com a participação da sua família entre as quais a sua mãe e os seus irmãos, de acordo com Inês Chivinda.

“Ele conta com ajuda da sua família, que colocaram as minhas coisas fora, e fiquei trancada dentro de casa quase um mês”, lamentou.

Inês Francisco Chivinda disse que durante os momentos em que esteve encarcerada viveu um dos piores momentos da sua vida, em que não tinha direito a alimentação, dos poucos que chegavam vinham através dos seus familiares que davam por meio de uma perfuração (buraco) que se fez na casa só para dar alimento às crianças.

Com um semblante penoso e com os olhos lacrimejantes, dona Inês Francisco Chivinda, clama por socorro de quem de direito que possa ajudá-las, porque neste momento está sem abrigo e com duas crianças que precisam de assistência, afinal sobrevive de mendicidade por parte dos familiares e amigos.

Segundo ela, desde o mês de Dezembro do ano passado, que o seu esposo não presta assistência, e que a primeira filha, neste momento, não estuda porque o pai não dá o devido apoio.

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