ORDEM DOS MÉDICOS: Região Norte que afastou Bastonária recebia avultados valores do MINSA

Persiste o braço de ferro, na Ordem dos Médicos depois de afastamento da Elisa Gaspar. Documentos internos que o Repórter Angola tece hoje acesso, indicam como a Região Norte da Ordem solicitava dinheiros ao Ministerio da Saúde sem o conhecimento da Bastonária da Ordem, quando na regra, todos pedidos ao MINSA devriam ser feitas pela Ordem dos Médicos. a 30 de Janeiro de 2020, a região norte solicitou 1, 770. 500 para uma Assembleia com 400 participantes .

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Entre Janeiro a Junho do corrente ano, o Conselho Regional Norte, da ordem dos médicos solicitou patrocinio de mais de 5 milhões de Kwanzas ao Ministério da Saúde, para entre as outras, a realização de uma reunião com 400 participantes a 30 de Janeiro de 2020, bem como o pagamento de subsídios dos meses de Abril, Maio e Junho, constam nos documentos que o Repórter Angola teve hoje acesso.

A bastonária da Ordem dos Médicos de Angola (ORMED), Elisa Pedro Gaspar rejeitou a deliberação do Conselho Regional Norte que a destitui do cargo por alegados actos de má gestão consubstanciada no desvio de 19 milhões de kwanzas.

O Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos de Angola (ORMED) deliberou, sábado, em Luanda, o afastamento da bastonária Elisa Pedro Gaspar da liderança do órgão.

A medida, tomada durante uma Assembleia-geral Extraordinária, deveu-se, essencialmente, a uma suposta gestão danosa de bens financeiros e patrimoniais por parte da responsável.

Em comunicado do gabinete de Comunicação institucional, a Ordem reprovou tal destituíção.

“A actual Bastonária da Ordem dos Médicos de Angola Dra Elisa Pedro Gaspar foi eleita democraticamente para um mandato de três anos (2019-2022); As informações que têm sido publicadas não passam de uma tentativa de manipulação da opinião pública para desvalorizar as reformas em curso na Ordem dos Médicos de Angola” lê-se no comunicado que tranquiliza aos associados que “a Bastonária da Ordem dos Médicos de Angola continua em suas funções até ao final do seu mandato”.

O presidente do Sindicato dos Médicos , Adriano Manuel disse à RFI que a bastonária estava a criar um “clima nepotismo” e demonstrava falta de solidariedade para com os seus colegas.

Para o também membro da ordem, além de gestão danosa, Elisa Gaspar mostrou-se indiferente às manifestações de homenagem ao falecido médico Sílvio Dala, atitude que considera um autêntico “sinal de desprezo aos problemas da classe”.

Entretanto, o Gabinete Jurídico da Ordem dos médicos,  reagiu em comunicado que o Repórter Angola teve acesso, onde esclarece que considera ” invalidade a Assembleia geral realizada no passado dia 17, por estar em desconformidade com os estatutos e por ser realizada a revelia” e no seu ponto dois, a nota que temos vindo a citar diz que “considera ilegitimidade do conselho da região norte em convocar a referida assembleia geral e deliberar matérias de âmbito nacional, uma vez que, os associados de Cabinda, Uíge, Bengo e Zaire não se fizeram presentes” lê-se no documento assinado por Gabriel  Correia e Laurindo Martirio.

Elisa Gaspar, eleita bastonária da Ordem dos Médicos de Angola a 28 de Abril de 2019, com 45,5 por cento dos votos, é acusada de ter desviado 19 milhões de kwanzas.

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