Onze Manifestantes detidos no Cazenga por reclamarem vandalismo da JMPLA em caso do Monumento de Homenagem aos Activistas

Onze activistas integrantes de um grupo de mais de 100, que na manhã de sexta-feira, se manifestaram defronte as instalações da Administração municipal do Cazenga, em Luanda, foram detidos pela Polícia Nacional, acusados de vandalismo e arruaça.

Jonas Pensador

Repórter Angola- Exclusive

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Segundo dados avançados ao Repórter Angola, a lista é composta por : “Utukidi Scott Scott,  Dissa, Donito Kaculo Kabaça, Slim Lva Tuthankamo,  Judeu, Mwenho DA Costa,  Tįmőteo Miranda,  Carlos Lupini, Mente Observador, Leonel e Joel Ngola”

Em declarações à Imprensa, o porta-voz do Comando provincial da Polícia Nacional, Inspector-chefe Nestor Goubel, informou que os manifestantes ameaçaram a integridade física dos funcionários da Administração e outros cidadãos que circulavam na via pública.

Segundo a fonte, os protagonistas reclamavam das acções de limpeza e ordenamento do mural da cidadania, localizado no monumento Mulemba Waxa Ngola. O monumento foi criado pelos manifestantes, e nele constavam fotografias de alguns líderes das manifestações, pelo que a Administração do município do Cazenga decidiu limpar o muro onde estavam afixadas tais fotografias.

De acordo com o oficial da corporação, os detidos serão encaminhados ao Ministério Público, na segunda-feira.

Segundo alguns integrantes da Plataforma Cazenga em Acção (PLACA), que  participaram, na manifestação defronte a administração do Cazenga, “era apenas para exigir a reposição da imagem vandalizada por elementos da JMPLA”, acusaram ainda Tomás Bica de ser assassino por alegadamente liderar um grupo de milícias no município “turma do apito” do Sambizanga, os mesmo tinham como função vigiar os bairros no calar da noite e quem fosse encontrado a circular era torturado e queimado.

“Se o Tomás Bica trazer aqui no Cazenga a turma do apito, nós vamos fazer as balizas para vermos quem vai ser o jogador” disseram os manifestantes agastados com a destruição do memorial onde se encontram as figuras de Inocêncio de Matos, assassinado no dia 11 de Novembro do ano passado quando participava numa manifestação em Luanda, Rafael Marques Jornalista, Carbono Casimiro activista social e o Padre Piou Wakussanga. Os manifestantes que clamavam “Cazenga não é Sambizanga, Tomás Bica fora!”

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