Oficiais Generais e Comissários da Polícia ocupam ilegalmente terrenos no Talatona atribuídas a Konda Marta desde 1990

Generais das FAA e Comissários da PNA são acusados de serem ocupantes ilegais de hectares de terras, nas imediações do Estádio 11 de Novembro em Luanda, e ainda ameaçam de morte ao diretor executivo da empresa loteadora Konda Marta, por este ter apresentado documentos de concessão que datam de 1990. Oficial Superior da polícia envolvido na invasão desmente denuncias.

Gabriel Garelo

Repórter Angola Exclusivo

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O Tenente-General Rui Fernando, Comandante da Região Militar de Luanda, Sub-comissário Joaquim Rosário comandante municipal da policia de Talatona e o capitão  Rosário Quivota  proprietário do condomínio “ planalto do Quino”, Administradora Rosa Cruz da Cidade Universitária, são acusados de quererem matar director da empresa Konda Marta, Daniel Neto, por sinal Tenente Cooronel do exercito, por ter reclamado a invasão e venda de terrenos pertencentes a Konda Marta, já atribuídos a Administração do distrito Urbano da cidade universitária afeito ao município do Talatona em 2016, por parte de oficiais generais e comissários da Polícia Nacional.

 

Gravações em posse deste portal, ouve-se no primeiro áudio a voz do capitão  Rosário Quivota , de quem foi incumbido a missão de tirar a vida .

“ você é um irmão, eu não quero cumprir as orientações que me foram dadas de ti matar, vamos ter um acordo se você aceitar devolver a minha pasta que contem documentos, chaves dos carros, vamos ficar na paz porque o dinheiro não é tudo nesta vida, há dias morreu Sergio Luther Resvoca que tinha dinheiro e melhores cuidados mas a vida é um bem que não se compra”, o referido capitão é subordinado ao comandante da região militar de Luanda tenente general Rui Fernando encarregue em movimentar Comandos da Tropa especial para invadir e proteger a área ora ocupada por Rui.

Num outro áudio, General da brigada de forças especiais “Comandos”,  Jascinto Hime “Cão Loco”, que nem se quer comprou só fez a comissão dele e recebeu os 10% da venda, e se faz  passar por comprador, reclama o direito de superfície.

“comprei 9 hectares a empresa FS, eu não posso perder aquele perímetro do estádio 11 de Novembro porque gastei muito dinheiro e pretendo fazer um condomínio, ou a Konda Marta deverá indicar os militares num outro espaço ou encontrar um meio termo, não gosto de se meter em confusões, alguém deve ser responsabilizado” reclama. Este portal sabe que LS é a empresa do antigo chefe da Fiscalização do Talatona, Sebastião Fernandes Manuel Antônio.

Segundo acusações avançadas pelo Daniel Neto, director executivo da loteadora Konda Marta,  ao Repórter Angola. “o Tenente General Rui Fernando  paga diariamente 20 mil kz a cada agentes das FAA, que controlam o espaço e ameaçou-me de morte” denuncia.

De acordo com a vítima,  as ameaças de morte, vem desde o mês de Março,  quando o Tenente General Rui Fernando  invadiu o perímetro da Konda Marta com o apoio do Comandante Municipal do Talatona, Joaquim do Rosário, seu genro.

Gênese da invasão narrada na primeira pessoa.

Daniel Neto, Tenente Coornel no Exercito, é sócio e diretor executivo da empresa Konda Marta, explicou em entrevista ao Repórter Angola, que o problema terá iniciado “Em 2016, recebemos uma carta dos órgãos de defesa e segurança a fazer um pedido de alguns lotes de parcelas de terras, quando fizemos o loteamento demos cinco lotes de meio hectare ao comandante municipal do Talatona  Joaquim do Rosário e 12 hectare a Administração da cidade Universitária a pedido da Administração do Talatona, acontece que o comandante Rosário e o seu agente chefe da Fiscalização  Sebastião Fernandes Manuel Antônio, vendem 9 hectares dos terrenos da Administração a um general, vendem os terrenos deles e vendem os terrenos dos colegas deles e quando estes reclamavam os seus espaços, eram detidos pela Polícia do Talatona a mando do comandante Rosário e passavam nas celas três a quatro dias” denunciou Daniel Neto.

Invasão de terras pelo Comandante da Região Militar de Luanda que  nunca teve direito de superfície

“Foi o sub-comissário Joaquim Rosário a influenciar o tenente general Rui Fernandes Lopes Afonso, comandante da região que por sinal seu genro, a entrar no jogo de invasores porque sabia que Eu era militar, para me suspender do exercito das forças armadas onde trabalhei como chefe adjunto do departamento técnico de armamento da região” garantiu.

Em volta da situação, apresentei queixa ao Ministro  da Defesa e Veterano da Pátria, que encaminhou o caso a procuradoria militar,  todos foram ouvidos, eu também fui,   abriu-se um processo nº 20|20 por abuso de exercício de cargo, contra o Comandante da Região Militar de Luanda, Rui Fernandes Lopes Afonso, foi constituido arguido, mesmo assim nunca respeito essa decisão,   como resposta estou sendo ameaçado de morte por Comandante Tenente General, disse aos seus efectivos que só pedirá as férias depois de me ver morto. Inclusive, fez as suas influencias, ligaram para mim que existe uma ordem de mandado de captura num assunto que desconheço” denunciou Daniel Neto.

O diretor da Konda Marta, disse ainda ao Repórter Angola que a última acção dos oficiais superior das Forças Armadas Angolanas e Polícia Nacional contou com a presença de mais de mil efectivos das FAA e PNA, tendo resultado na destruição de cinquenta residências e, terá  desaparecido cinco milhões de Kwanzas.

“ o Tenente Geral Rui mentiu ao chefe de estado maior de que Eu, estava a criar um exercito, levou nos terrenos da Konda Marta cerca de 1070 soldados entre fuzileiros, comando, marinha de guerra e todos órgãos de defesa e segurança com mais de 100 viacturas, invadiram e demoliram as nossas obras com mais de 50 residências, neste momento ocuparam o espaço, meus trabalhadores que foram lá na passada sexta-feira foram detidos.” acusou.

“já mandou nove patrulhas para me prenderem, como viu que não conseguiram então por isto fizeram um mandato de captura.

Comandante da Polícia envolvido também tem processo na justiça “O processo 51019 na procuradoria militar junto do comando geral são os processo mais antigos não se Entende os Elementos que a procuradoria militar constituiu arguido a meu favor a procuradoria da Região militar Luanda tira o poder a procuradoria superior a nível das forcas armadas faz o mandato a favor do seu chefe é permitido em Angola?”.

Reacções dos acusados.

O Sub-comissário Joaquim do Rosário, Comandante municipal do Talatona, acusado de invadir as terras, explicou ao Repórter Angola, a sua versão.

“Daniel Neto está a ser procurado pela Procuradoria Militar, nada tenho a ver com ele, é bandido ele é um oficial superior das forças armadas tem uma conduta indecoroso, que vai lá se apresentar na PGRM, Eu não sou das confianças dele” foi nestes termos que o oficial da Policia começou por atender a nossa ligação, mais tarde tenta explicar “ Daniel Neto fica a mobilizar militares, policias para irem invadir terrenos, Eu sou evangélico e ando na Luz do Senhor, ando na palavra porque está escrito o quê é teu é teu e o que é dele é do outro! Ele deu espaço a quem? Vendemos a quem? Ele é que tem de nos mostrar o documento de que nos cedeu espaço onde assinamos, claro que não existe nenhum documento, ele pode mandar noticias em todas rádios, jornais e televisões a falar de nós, não vai conseguir nada! Porque somos pessoas serias e honestas, eu nem preciso de terreno nenhum em Luanda, sou do Norte, até porque tenho casa própria não vivo na renda, tenho a minha família organizada e filhos todos formados”, concluiu.

O Repórter Angola tenta contactar o Tenente General Rui Fernando, outro acusado  mas ainda sem sucesso, assunto que vamos voltar actualizar ao longo da semana.

Outro General acusado de invadir o espaço é o Pedro Neto, antigo dirigente da FAF, que conseguiu vedar uma parte depois de cinco anos de litígios.

Em 1990, a Konda Marta ganhou uma enorme quinta de mais de 4 mil hectares num concurso público promovido pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que partia desde o Sapu, passando pelo Calemba2, Camama até ao Campo Multi-uso nas imediações do Kilamba.

O contrato tem a duração de 45 anos, ou seja, até 2036, mas antes desse período, e mesmo pagando as taxas, começou a perder o terreno

Um terreno de 11 hectares, situado em frente à cidade universitária na zona do Sapu em Luanda, está a ser disputado entre a Konda Marta, cuja terra lhe foi concedida pelo Estado angolano para fins agrícolas e entidades das Forças Armadas Angolanas.

O campo de 11 de novembro, a atual cidade de Kilamba, e a cidade universitária faziam parte do terreno cedido a Konda Marta, que, segundo os membros da família, tem agora apenas 11 hectares.

 

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