Novo Hospital Cardial Dom Alexandre de Nascimento entra em funcionamento

O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou terça-feira, 30 de Novembro, o Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardial Dom Alexandre de Nascimento.

DFred

Repórter Angola

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O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou terça-feira, 30 de Novembro, o Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardial Dom Alexandre de Nascimento.

Além da qualidade da obra, João Lourenço ficou satisfeito com o facto de grande parte dos quadros serem maioritariamente jovens nacionais.

“Alegrou-me com facto de grande parte dos médicos, enfermeiros e especialistas com quem lidamos ao longo desta manhã serem sobretudo jovens angolanos, formados nas nossas universidades, que acabaram depois por ir fazer uma pós-graduação, nalguns casos doutoramento fora. Mas a formação básica de grande parte deles fizeram mesmo aqui nas nossas universidades, o que muito nos alegra. Professores destes alunos estão satisfeitos com isso, a própria ministra da saúde e a do ensino superior veem muitos desses jovens que foram seus alunos, e isso com certeza é uma satisfação grande para qualquer professor”.

No final da visita, que durou cerca de quatro horas, o Presidente da República disse aos jornalistas que não custou fazer o percurso e que não se sentiu cansado. Pelo contrário, sentiu-se feliz.

“É por tudo isso que nos sentimos felizes de estar aqui, não custou fazermos esse percurso de cerca de quarto horas. Não pesou. No fim, não nos sentimos cansados, sentimo-nos felizes”.

A visita que definiu o rumo do hospital sanatório de Luanda foi feita pelo Chefe de Estado no dia 15 de Dezembro de 2017, a primeira que realizou após a sua investidura como Presidente da República, tendo orientado a reabilitação e expansão da infraestrutura depois de constatar o avançado estado de degradação que se encontrava.

“Gostaria de dizer que a visita que efectuei aqui a este local, na altura um edifício velho, degradado, há 15 de Dezembro do ano em que comecei a exercer as funções de Presidente da República, sensivelmente três meses depois da minha investidura foi uma visita que afinal de contas valeu a pena. Na altura, muitos não entenderam como é que um Chefe de Estado visita um sanatório, pelo tipo de doenças que trata, pior ainda, por ser um sanatório altamente degradado”.

 

A unidade está agora capacitada para oferecer aos angolanos serviços que anteriormente não possuía, obrigando muitos cidadãos a procurar no exterior do país.

 

“Começamos a inverter essa tendência, inicialmente com investimento em instalações de hemodiálise para o tratamento de doentes renais. Podemos dizer que tivemos um grande avanço exactamente nesse período de tempo, pouco mais de dois anos. Já não precisamos evacuar insuficientes renais, mas faltava-nos a atenção ao tratamento dos outros órgãos tão vitais para a vida humana, como são o coração e o pulmão, e está unidade hospitalar vem precisamente dar resposta a necessidade de tratarmos aqui no nosso país cidadãos angolanos que tenham patologias ligadas ao coração e ao pulmão”.

 

O Presidente garantiu que o governo vai continuar a trabalhar para a humanização dos serviços de saúde.

 

“Precisamos de continuar a aprender, aprender estudando, aprender fazendo, aprender interagindo com especialistas de outras paragens para trazermos o que há de melhor noutras paragens para o nosso país. Todo o movimento que estamos a procurar fazer é precisamente esse, de trazermos o que há de melhor de fora, incluindo esta parte humanística, e eu penso que já demonstramos que isso é possível”.

 

João Lourenço garantiu igualmente que o Governo vai trabalhar para não deixar cair o nível de qualidade de atendimento destas grandes unidades, que têm um consumo muito alto.

 

“Tem que haver recursos para garantir o seu bom funcionamento e tudo faremos para que assim seja, e não vamos deixar de forma nenhuma. Seria uma pena se deixássemos cair o nível de atendimento que já conseguimos atingir a favor das nossas populações”.

 

Questionado se o complexo hospital tem condições para o atender, assim como os membros do Executivo, João Lourenço respondeu positivamente e de forma descontraída: “Se eu desmaiar aqui, fico já aqui. Portanto, o nível desse hospital dá confiança absoluta”.

 

O Presidente da República informou também, durante a conferência de imprensa, que o Governo vai procurar atrair investidores privados para voltar a ter indústria uma farmacêutica em Angola.

 

“É uma grande preocupação nossa. O país já teve um embrião de indústria farmacêutica, estou-me a referir a Angomédica, mas lamentavelmente por razões que todos já conhecemos e não interessa repetir, deixamos morrer essa pequena indústria e temos que começar tudo do zero. Mas vamos fazê-lo de forma diferente. O investimento não vai ser público. Nós estamos a procurar atrair investidores privados, não interessa se nacionais ou estrangeiros, para investirem na produção de medicamentos, de vacinas, de material gastável, enfim, em tudo aquilo que os serviços de saúde, quer público quer privado, necessitam no nosso país”.

 

O Presidente dedicou espaço na sua intervenção para enaltecer o papel do líder religioso Cardial Dom Alexandre do Nascimento, que dá nome a instituição.

 

“A unidade é importante não só pelos serviços, também pelo nome que ganhou. Tem o nome de um cidadão patriota, dedicado à causa dos angolanos e que dedicou toda a sua vida a procurar minimizar o sofrimento do ser humano, enquanto líder religioso, enquanto presidente de uma organização internacional, a Caritas. Ele dedicou muito tempo da sua vida a cuidar daqueles que mais sofriam, que mais necessitavam de uma mão amiga, de um abraço amigo, de uma atenção particular”.

 

No final da visita, o Chefe de Estado procedeu a entrega de três mini-autocarros e duas viaturas de marca Land Cruiser, para apoiar a unidade hospitalar.

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