Muçulmanos pedem “cultos as sextas-feiras” ao Presidente João Lourenço que acusam de violar a lei 12/19 e o Decreto 454/18.

A retoma dos cultos no cumprimento do último Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública, impede Comunidade Islâmica em Angola de rezar as sextas-feiras. Os muçulmanos entendem, que as referidas restrições violam “o Decreto conjunto nº 454/18 de 16 de Outubro, que orientar o Instituto INAR a orientar as comissões instaladoras de organizações religiosas não reconhecidas, bem como a lei 12/19 de Maio, lei sobre a liberdade de religião e culto” e pedem socorro.

Saidy

Repórter Angola

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Numa carta consultada pelo repórter Angola, a comunidade islâmica em Angola denominada COIA, escreveu ao PR João Lourenço onde solicita abertura de exceções e reabertura dos ocultos as sextas-feiras sendo o dia sagrado das celebrações da comunidade .

O documento com 3 paginas, Pede apreciação e revisão do Decreto 229/20 de 8 de setembro que dispõe no seu Art. 25 a permissibilidade de reabertura de cultos aos “Sábados e Domingos” em Luanda, impedindo assim, o direito aos muçulmanos do exercício da liberdade fundamental de crença e culto em tempo de pandemia.

Os muçulmanos entendem, que as referidas restrições violam “o Decreto conjunto nº 454/18 de 16 de Outubro, que orientar o Instituto INAR a orientar as comissões instaladoras de organizações religiosas não reconhecidas, bem como a lei 12/19 de Maio, lei sobre a liberdade de religião e culto” pode ler-se na carta assinada pelo seu líder Altino Miguel com a data de 10 de setembro.

A comunidade Islâmica, pede ao Presidente João Lourenço que abre excepção “ em permitir que as confissões religiosas organizadas em comissões instaladoras devidamente registadas pelo Instituto INAR de também poderem realizar as suas celebrações religiosas e de cultos” e “ autorização dos cultos no dia de sexta-feira, considerado ser o dia que esta comunidade a nível internacional celebra os seus cultos” descrevem na carta enviada ao Presidente da república.

A confirmação feito reportado ao Repórter Angola, numa mensagem do seu lmame máximo “esta quinta-feira 12, por volta das 12h demos entrada da nossa carta em reacção as medidas contidas no novo Decreto Presidencial sobre o estado de calamidade pública. Pedimos á Allah Subhana wa Ta’la que dê bênçãos, graças e taufik (sucessos) nos forços dos seus Servos.” escreveu o Imame Altino Miguel que lidera comunidade Islâmica COIA.
Seis meses depois de encerrarem as portas por causa da pandemia de covid-19, os templos das igrejas reabrem oficialmente ao público, neste sábado, 19, em Luanda. Onde mulheres de alguns pastores chegaram de se prostituir por falta de rendimento ofertorio aos seus maridos conforme noticiou este portal angola-mulheres-de-pastores-se-prostituiram-em-tempo-de-confinamento-revelam-investigacoes/

A retoma dos cultos vem no cumprimento do último Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública, em vigor desde o dia 09 do presente mês, que impõe medidas rígidas de biossegurança dentro dos templos.
Para o efeito, as congregações religiosas criaram condições de biossegurança exigidas pelas autoridades sanitárias para evitar a propagação do vírus, com destaque para equipamentos de higienização para a lavagem das mãos.
Ao abrigo do Decreto Presidencial, as igrejas estão igualmente obrigadas a criar condições para o cumprimento do uso de máscaras, dentro e fora dos recintos, e medição de temperatura.
Foram, por outro lado, ministrados seminários aos líderes religiosos, com vista a traçarem estratégias adequadas para que as igrejas não constituam focos de propagação do vírus.

Neste contexto, 70 líderes da Igreja Evangélica Reformada de Angola (IERA) participaram de uma acção formativa, para dar seguimento às medidas de biossegurança, distanciamento social, entre outros aspectos.
A acção contou com a colaboração de técnicos do Ministério da Saúde, que ministraram conhecimentos relativos à prevenção e desinfestação das salas, gabinetes, e uso dos equipamentos de biossegurança.
Em cada culto, só poderá ser ocupada, inicialmente, 50 por cento da capacidade dos templos, devendo as paróquias que ainda não tiverem criadas as condições exigidas absterem-se de realizar cerimónias religiosas.
A Igreja Metodista Unida irá realizar, numa primeira, fase um culto aos sábados e dois aos domingos, com duração de duas horas cada.
Nas cerimónias será prestada atenção especial aos fiéis do grupo de risco (idosos, hipertensos e diabéticos), conforme assegurou o líder da igreja, Bispo Gaspar Domingos.
Em relação às crianças, reiterou que a igreja fará dois cultos diários, aos domingos (das 8h00 às 9h00 e das 11h00 às 12h00), reservando, por outro lado, lugares especiais para os idosos.
Já a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoísta), de acordo com o seu líder bispo Afonso Nunes, tem todas as condições criadas para a reabertura dos cultos a nível nacional, com celebrações a partir de domingo .
Sobre o número de fieis a participarem nos cultos, adiantou que, numa primeira fase, será realizado apenas um culto aos sábados e domingos, com vista a analisar o cumprimento das medidas de biossegurança.
Posteriormente, a direcção decidirá sobre a pertinência do aumento dos cultos.
De igual modo, a Igreja de Jesus Cristo sobre a Terra (kimbanguista) realizará um culto aos sábados e dois aos domingos, com duração de duas horas cada, tendo sido criadas todas as condições de biossegurança.
O líder da congregação, Paul Kissolokele, afirmou que, numa primeira fase, participarão em cada culto cerca de mil fieis, cumprindo com o distanciamento físico e o uso o de máscaras.
Já a Igreja Teosófica Espírita prevê realizar, numa primeira fase, apenas um culto por semana, aos domingos, em um templo, prevendo-se o seu alargamento a posterior.
Nesta senda os muçulmanos continuam impedidos , visto que o dia da celebração dos seus cultos “ sexta-feira”, não foi abrangido.

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