Morreu empresário Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos

O empresário colecionador de artes Sindika Dokolo, marido da empresária angolana Isabel dos Santos, morreu esta quinta-feira 29, no Dubai. Angolanos lamentam a morte e clamam Paz a sua alma, mensagens contidas em comentários da conta oficial da empresaria isabel dos Santos que fez apenas uma publicação de foto entre Dokolo, o filho e Isabel, parece ter sido o ultimo momento de vida que estiveram juntos.

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Redacção

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O coleccionador de arte e empresário congolês Sindika Dokolo, marido da empresária angolana Isabel dos Santos, morreu esta quinta-feira no Dubai, vítima de afogamento enquanto fazia mergulho ao largo da costa do emirado.

Esta quinta-feira, Isabel dos Santos partilhou, nas redes sociais, uma fotografia na companhia do marido e de um dos filhos.

Sindika Dokolo,  morreu esta quinta-feira, aos 48 anos afogado quando praticava mergulho no Dubai.

Empresário e colecionador de arte, Sindika Dokolo era casado com Isabel dos Santos, empresária e filha do antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos, com quem tinha quatro filhos.

A notícia foi avançada pela imprensa congolesa e as mensagens de condolências multiplicaram-se nas redes sociais, como a de Michée Mulumba, assistente pessoal do Presidente congolês, Felix Tshisekedi.

“Foi durante um mergulho que partiu para a eternidade, uma atividade habitual que o afastou da sua luta e dos seus entes queridos”, escreveu no Twitter.

Sindika Dokolo era filho do banqueiro Augustin Dokolo Sanu, e da sua segunda mulher, a dinamarquesa Hanne Taabbel. Frequentou o liceu Saint Louis de Gonzague, em Paris, e prosseguiu os estudos na Universidade Paris Vi Pierre et Marie Curie.

Inspirado pelo pai, amante de arte, começou a sua coleção de arte quando tinha 15 anos e criou mais tarde a Fundação Sindika Dokolo, a fim de promover as artes e festivais de cultura em Angola e noutros países.

Em outubro do ano passado, a sua Fundação comprou e repatriou para Angola 20 peças de arte que tinham sido levadas de museus angolanos para coleções estrangeiras e preparou-se para entregar ao museu de Kinshasa a primeira peça congolesa recuperada, segundo uma entrevista concedida na altura à agência Lusa.

Crítico dos quase 20 anos do regime do Presidente Joseph Kabila na República Democrática do Congo, Sindika Dokolo esteve cerca de cinco anos no exílio, devido aos processos movidos contra si em Kinshasa, tendo regressado apenas em maio de 2019, já depois da chegada ao poder de Félix Tshisekedi, que tomou posse como chefe de Estado congolês em janeiro.

Em fevereiro de 2016, ainda com José Eduardo dos Santos nas funções de Presidente em Angola, a Fundação Sindika Dokolo entregou ao chefe de Estado, no Palácio Presidencial, em Luanda, duas máscaras e uma estatueta do povo Tchokwe (leste de Angola), que tinham sido saqueadas durante o conflito armado, recuperadas após vários anos de negociação com colecionadores europeus.

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