Miss Huíla 2018 detida há uma semana, posta em liberdade

Troca de procuradores, coloca a Miss Huíla 2018, em liberdade, por alegada "faltas de provas", Beatriz Alves, 23 anos, detida, há uma semana, por suspeita de associação criminosa e roubo qualificado.

DR

Repórter Angola

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Uma fonte judicial disse a este jornal que a Miss Huíla, terá sido solta após a troca de procuradores, que detinha o processo, mas o advogado da acusada, Clementino Capela, explicou que à Beatriz tinha sido imposta a prisão preventiva pela Procuradoria-Geral da República (PGR) junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), como medida de coação.

 

Em declarações, à Angop, o advogado afirmou que, durante o período em que a sua constituinte esteve detida, foram feitas diligências que permitiram apurar a inocência da Miss Huíla 2018, e o Ministério Público entendeu não haver culpa sobre a mesma.

“Nunca houve qualquer envolvimento da cidadã em causa nos crimes que lhe foram imputados, ela é inocente e já se encontra no seio da família”, declarou o advogado de defesa.

 

Clementino Capela acrescentou que foi, igualmente, provado a nível do Ministério Público que a Miss não tem a ver com o crime e passa de arguida para declarante no processo-crime que envolve três supostos marginais.

 

Esses marginais eram liderados por um foragido de Luanda, detido a 11 de Dezembro do ano passado, e dedicavam à prática de roubos de viaturas e rapto de pessoas, em lojas, cantinas, farmácias, na comuna da Arimba, município do Lubango. “Foram esses detidos que denunciaram Beatriz Alves aos investigadores durante os interrogatórios”, rematou o advogado.

A Miss Huíla 2018 tinha sido detida e acusada de pertencer a um grupo de marginais, que contava com a colaboração de um pastor da Igreja Pentecostal do Reino de Deus. No concurso, Beatriz Alves, natural da Chibia, da coroa de Miss Huíla 2018, tinha sido distinguida, também, como a Miss mais simpática.