Ministério da Educação repudia encerramento da Escola Portuguesa de Luanda depois de aluna infetada

A Escola Portuguesa de Luanda anunciou sábado a suspensão das aulas presenciais, a partir de segunda-feira, face à insegurança dos pais quanto ao regresso dos estudantes e após ter tido conhecimento de uma aluna infetada pelo novo coronavírus. Entretanto o Ministério da Educação de Angola condenou tal suspensão, “o MED vem manifestar a sua surpresa e desagrado" quanto a afirmação de progressivo aumento de números diários  de casos de Covid-19 no país, bem como a debilidade de resposta em termo de assistência médica”, no entender do Ministério da Educação  “não cabe a Escola Portuguesa de Luanda emitir tal Juízo de valores sobre o sistema nacional de saúde publica, adicionalmente por Angola estar em termo comparativo com os países da CPLP, abaixo do Brasil, Portugal, Cabo-verde e Moçambique” lê-se na nota assinada por Luísa Grilo

Jonas Pensador

Repórter Angola

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Num comunicado divulgado através da sua página da Internet, a instituição anunciou a decisão de regressar ao regime não presencial, a partir de segunda-feira e para todos os graus de ensino, depois de ter retomado as aulas presenciais, em regime misto, no ensino secundário, no dia 12 de outubro.

A escola revela que durante esta primeira semana “um elevado número de alunos não compareceu às aulas presenciais”, revelando “insegurança por parte expressiva dos pais”, apesar de terem sido adotadas todas as medidas de segurança e prevenção.

A escola admite que também pesaram nesta decisão a evolução da situação epidemiológica, com um progressivo aumento do número de casos, bem como a debilidade de resposta em termos de assistência médica.

“A estas circunstâncias, acresce a tomada de conhecimento de um caso positivo de covid-19 ocorrido com uma aluna da escola, reforçando os argumentos e receios já mencionados”, acrescenta o estabelecimento de ensino, salientando que a medida teve a concordância da associação de pais.

entretanto a suspensão mereceu, já mereceu uma reação do Ministério da Educação de Angola, segundo um comunicado que o Repórter Angola teve hoje acesso.

“o Ministério de educação vem manifestar a sua surpresa e desagrado” pela posição tomada que não vincula este órgão, a nota adianta ainda que “quanto a afirmação de progressivo aumento de números diários  de casos de Covid-19 no país, bem como a debilidade de resposta em termo de assistência médica”, no entender do Ministério da Educação  “não cabe a Escola Portuguesa de Luanda emitir tal Juízo de valores sobre o sistema nacional de saúde publica, adicionalmente por Angola estar em termo comparativo com os países da CPLP, abaixo do Brasil, Portugal, Cabo-verde e Moçambique” lê-se na nota.

quanto a aluna infectada logo na primeira semana de regresso as aulas, “o Ministério de educação diz lamentar o ocorrido e a tal situação” mas insiste que “não é elemento bastante, para se decidir suspender as aulas no regime misto, por quanto o protocolo do Governo Português e por extensão da EPL, não prevê o encerramento de escolas a base de ter sido diagnosticado um ou dois casos de Covid-19 ” lê-se no documento, que convida a direcção da Escola Portuguesa de Luanda e outras estrangeiras existentes em Angola a pautarem pelo dialogo e respeito das normas vigentes.

 A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,114 836 milhões de mortos e mais 40 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Angola regista 241 óbitos e 7.462 casos, seguindo-se a Guiné Equatorial (83 mortos e 5.068 casos), Cabo Verde (82 mortos e 7.526 casos), Moçambique (73 mortos e 10.612 casos), Guiné-Bissau (41 mortos e 2.389 casos) e São Tomé e Príncipe (15 mortos e 932 casos).

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