Milhares de Crianças “meninos” de Ruas e o abandono do Estado em apoio aos centros de acolhimento

Perto de 7 mil crianças vivem abandonadas nas ruas de Angola, segundo uma ronda efectuada pelo consórcio de jornalistas angolanos e franceses, entre 2019 a 2021, outros são recolhidos pelos centros de acolhimento cujo o estado demora em atribuir o seu verdadeiro estatuto de ONG filantrópicas, muitas destas nunca receberam nenhum saco de fuba, arroz ou Água vinda dos governos provinciais ou dos Ministérios de Acção Social ou dá Juventude e Desporto.

DF

Repórter Angola

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O diretor-geral do Instituto Nacional da Criança (INAC), Paulo Kalesi, confirmou recentemente que a província de Luanda é das que mais tem crianças de e na rua em Angola. O mesmo acontece com as províncias de Benguela, Cuanza Norte, Huíla e Namibe, segundo  a “Angop”.

Numa investigação levado acabo sobre a “problemática dos meninos de e nas ruas”, por um consórcio de jornalistas nacionais e estrangeiros, denominada “factcheking entanto de rir”, mostra que a situação não é das melhores.

“Maioritariamente fogem de casas, por que são acusadas de feitiçaria ou maltratadas pelas mães ou madrastas, outras por questões de pobreza estrema”, descreveu Adjamaie director do centro de acolhimento Salaziano, da rede de ONG’s afecto às madres.

Para o director do centro com mais de 400 crianças, as dificuldades “registar-se desde falta de apoios do governo, para manter os meninos nos lares, após o processo da sua recolha das ruas” adiantou o responsável.

Kalesi falou sobre a problemática da criança de e na rua e informou que em Luanda, no primeiro trimestre de 2022, foram recolhidas 400 crianças nas ruas, de um total de 800 cadastradas. Os menores foram reinseridos nas suascont famílias e em lares de acolhimento, para uma melhor reintegração na sociedade.

Já em 2021, o governo estima que “o país registou uma média de duas mil crianças, maiores de cinco anos, nas ruas. Já 167 recém-nascidas foram abandonadas em contentores de lixo, seis das quais acabaram por morrer”.

Os dados são contraditórios, o consórcio acrescenta que registrou um fluxo de meninos de Ruas nas principais vias das cidades a procura de ” alimentos nos contentores de lixos, outros nas paragens de táxi com maior mobilidade para pedir ajuda aos automobilistas’, acrescenta a investigação.

Ainda em Luanda, o consórcio conversou com Dr. Ângelo, responsável do orfanato Arnaldo Jasin junto a igreja Católica do Palanca, onde constatou as mesmas dificuldades de acomodação para os meninos no lar.

” O lar contava apenas com 259 meninos  e deixou de receber, por falta de condições de apoio” acrescenta Ângelo.

Quanto à idade e género, trata-se maioritariamente de rapazes e meninas dos cinco aos 12 anos.

Mamã o Governo de Kalesi atribuir a culpa desta fugas dos meninos as faltas de condições ou de emprego dos pais encarregados de educação “Os motivos dever-se-ão à má estruturação familiar, motivada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas por parte dos progenitores, bem como a situações culturais, acusações de feitiçaria e baixo nível económico, entre outras razões” afirmou nos finais de Abril durante a sua visita a província do Namibe.

Ainda segundo Kalesi, “o Executivo tem estado a implementar várias políticas dirigidas principalmente às famílias, como acontece com o Programa de Combate à Pobreza, Programa de Transferências Sociais Monetárias “Kwenda”, entre outras iniciativas. O objetivo é apoiar e trabalhar com crianças de rua”.

O dirigente esqueceu que o combate de meninos de Ruas, não encontra suporte num “Kwenda” com rendimento mensal de 15 mil KZ a cada família que por vezes comporta 7 a 13 membros integrantes, determina a pesquisa dos jornalistas.

Já na província de Benguela, Huambo, Namibe , Lunda Norte e Uige, com debilidades de centros de acolhimentos, muitos meninos preferem ficar nas ruas e lixo, onde podem encontrar algo para comer do que ficar num centro sem nada, alegaram os directores dos lares de orfanatos consultados pelos Repórteres.