Grupo M.Couto Alves vai electrificar mais de 60 comunas de Malanje, Bié, Moxico e das Lundas, segundo o governo angolano

No despacho presidencial 83/21, consultado pelo Repórter Angola, o Chefe de Estado autoriza o ministro da Energia e Águas a assinar o acordo para a elaboração de estudos de viabilidade técnica, económica, financeira e ambiental, necessários para a electrificação de um total de 61 comunas, considerando que o Grupo MCA é a empresa ideal e viável para execução das obras.

DF

NJ

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

O Presidente da República, João Lourenço aprovou, nos finais do mês de Abril um ajuste directo milionário, a favor do  Grupo MCA que vai receber mais de mil milhões de euros para levar energia a 60 comunas de Malanje, Bié, Moxico, Lunda-Norte e Lunda-Sul.

Segundo uma fonte de consultor desta empresa, com isso a empresa tem uma poupança em relação à situação atual (a diesel) ente 2,3 e 3,3 biliões de euros (ou seja 2,3 a 3,3 vezes o valor do investimento)

Acresce o impacto ambiental que igualmente de evitar emissões entre 4,6 e 7,9 milhões toneladas de CO2 equivalente

Acresce ainda o impacto social entre 1,1 e 1,9 bilion euros

No total entre 3,4 e 5,9 bilion euros de impacto positivo.

Ou seja o investimento além dos efeitos sociais, de inclusão, dinamização da sociedade, formação, educação, qualidade de vida, etc… tem um valor que é 3,4 a 5,9 vezes superior ao investimento

Dados compilados por este portal, indicam ser  o ajuste directo com montante mais elevado desde que João Lourenço está à frente dos destinos do País, a 26 de Setembro de 2017.

Cerca de mil milhões de euros e o valor será entregue ao grupo português Manuel Couto Alves (MCA) para a empreitada de obras públicas do projecto de engenharia, fornecimento, supervisão, construção e teste de sistemas híbridos de geração fotovoltaica com sistema de armazenamento de baterias de ião-lítio e a expansão da rede eléctrica com novas redes de distribuição, num total de 60 comunas, nas províncias de Malanje, Bié, Moxico, Lunda-Norte e Lunda-Sul.

Neste despacho 100/22, o Chefe de Estado aprova igualmente a minuta do contrato de empreitada.

 

Mas esta empreitada de obras públicas está planeada há já algum tempo, pois em Junho de 2021, o Presidente da República deu autorização para a assinatura de um memorando de entendimento entre o Ministério da Energia e Águas e o grupo português MCA, para a electrificação das mesmas comunas nas províncias de Malanje, Bié, Moxico, Lunda-Norte e Lunda-Sul, através de sistemas híbridos de geração fotovoltaica com sistema de armazenamento, com baterias de ião-lítio, e a expansão da rede eléctrica de novas redes de distribuição.

 

No despacho presidencial 83/21, o Chefe de Estado autorizava o ministro da Energia e Águas a assinar o acordo para a elaboração de estudos de viabilidade técnica, económica, financeira e ambiental, necessários para a electrificação de um total de 61 comunas, considerando que o Grupo MCA já tinha elaborado os estudos prévios.

“Havendo necessidade da celebração de um memorando de entendimento para a elaboração de estudos de viabilidade técnica, ambiental, legal e financeira para a electrificação das províncias de Malanje, Bié, Moxico, Lunda-Norte e Lunda Sul, através de sistemas híbridos de geração fotovoltaica, bem como assegurar o respectivo financiamento do projecto”, o Presidente da República determina a celebração deste memorando de entendimento, lê-se no documento de 2021.

Em Fevereiro do mesmo ano, João Lourenço aprovou uma despesa de 539,7 milhões de euros para a instalação de painéis solares nas localidades de Bailundo, Benguela, Biópio, Cuíto, Lucapa, Luena e Saurimo. Para tal, o Governo previa contrair dois empréstimos – um no valor de 580 milhões de euros, a um banco holandês, e outro de 80,8 milhões de euros, a um banco sul-africano.

O contrato foi entregue a um consórcio constituído pelas empresas Sun Africa LCC, M. Couto Alves-Vias, SA e M. Couto Alves, SA (grupo MCA)