Lixo: João Lourenço autoriza “procedimento de contratação emergencial” para limpar Luanda

O Presidente da República autorizou a despesa de 34,8 mil milhões de kwanzas (cerca de 53 milhões USD) e a abertura de um procedimento de contratação emergencial para serviços de limpeza pública e recolha de resíduos sólidos na província de Luanda.

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O procedimento de contratação emergencial é justificado no decreto presidencial depois de se assistir, “desde o começo do ano, a um aumento de lixo nas vias públicas” e para “evitar o aumento dos efeitos negativos sobre a situação de calamidade pública” com a cessação dos contratos de prestação de serviço de limpeza pública e recolha de resíduos sólidos “que pode causar problemas graves de saúde pública, ocorrência de outros surtos endémicos e pandémicos”.
O Presidente autoriza a governadora provincial de Luanda a aprovar as peças do procedimento, a criar uma comissão de avaliação do concurso, e a verificar a validade e legalidade de todos os actos praticados no âmbito do concurso.
Num outro decreto, o Chefe do Executivo determina a abertura de um crédito adicional suplementar no Orçamento Geral do Estado de 2021, no valor de 27,9 mil milhões de kwanzas, “para suportar as despesas relacionadas com a concessão de serviços de limpeza pública e recolha de resíduos sólidos na província de Luanda.

Montes de lixo espalhados pela cidade de Luanda resistiram à limpeza popular – Mas campanha vai continuar, garante GPL – Teoria das Janelas Partidas pode abrir a porta a uma solução.

Num périplo efectuado esta quarta-feira, 17, pelo Novo Jornal, ficou claro que o problema do lixo em Luanda está longe de estar
resolvido e a campanha de limpeza popular lançada pelo Governo Provincial de Luanda (GPL) na segunda-feira pouco impacto teve
na sua resolução. Mas há quem entenda que se impõe outra abordagem com recurso a uma velha teoria – a Teoria das Janelas Partidas
– testada com sucesso nos anos de 1970, nos EUA.

Isso ficou evidente logo na baixa da capital, na zona da Vila Alice, nas avenidas Brasil, Deolinda Rodrigues, Hoji ya Henda, Cónego Manuel das Neves e nas ruas da Engenharia, da Missão, Major Canhangulo, Ngola Kiluange, marginal de Luanda e na Sagrada Esperança junto ao Campo do Felício, onde é visível que os amontoados de lixo persistem, resistindo à campanha popular de limpeza lançada pelo GPL.
No entanto, o director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do Governo Provincial de Luanda, Ernesto Gouveia, garantiu ao Novo Jornal que “a megacampanha de recolha de lixo vai continuar” embora sem data prevista para o encerramento

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