Livro “Festa dos Porcos” criticado por leitores após vencer o Premio SAGRADA ESPERANÇA

Com a obra “A Festa dos Porcos”, o escritor Francisco Agostinho Dias Neto foi distinguido, com o Prémio Literário Sagrada Esperança, edição 2018, numa promoção do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente e a Fundação Dr. António Agostinho Neto. O Livro foi criticado por leitores que apontam gralhas e erros ortográficos

Manuel Ngunza

Manuel Ngunza

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“A Festa dos Porcos” título do livro vencedor do concurso literário Sagrada Esperança, edição de 2018, uma realização da Fundação António Agostinho Neto, esteve nesta quarta-feira no centro da habitual Makas a Quarta-Feira, espaço de debate da União dos Escritores Angolanos.

De autoria de Dias Neto, o livro esteve sob a análise crítica dos leitores, que esgrimiram as dúvidas, inquietações e ilações, bem como, enquadramentos sociais, culturais e linguísticas.

O Professor Manuel Dala, que apresentou a colectânea, afirmou que “A Festa dos Porcos” traz vários recursos linguísticos considerados como marcas do português angolano, uma área cada vez mais estudada.

Dias Neto, autor do livro de categoria Romance, explicou ao Repórter Angola que a obra retrata às vicissitudes e atrocidades vividas no período da luta pela independência nacional. Dias Neto, de nome completo Francisco Agostinho Dias Neto, leva para casa UM MILHÃO E QUINHENTOS MIL KWANZAS.

Falta de qualidade gráfica é uma das falhas que acalorou às críticas dos leitores. Segundo os mesmos, “não é admissível uma obra vencedora do maior prémio, apresente graves falhas gráficas” criticaram os leitores, que avançam igualmente, “É preciso ser dar mais valor e respeito”.

Outra crítica é sobre o contesto dos assuntos, a sequências narrativa e o desenvolvimento do enredo, que na óptica dos amantes da leitura, ela apresenta deficiências e desfasamento de contextos.

Amarildo da Conceição, Director Executivo da Fundação António Agostinho Neto, limitou-se apenas em reconhecer o valor que o prémio representa no universo das belas letras.

Michel Caianga, Director Geral Adjunto do Instituto Nacional das Indústrias Culturais, parceiro da Fundação Agostinho Neto, esclareceu que os aspectos narrativos devem ser da responsabilidade do narrador e, não do autor. Já sobre as falhas gráficas, Michel Caianga, garantiu melhorar os próximos trabalhos.

Como prémio tem direito a nove milhões, 51 mil e 150 kwanzas e a edição e publicação da obra.

A obra, com 200 páginas, constitui uma ficção histórico-narrativa cativante e lúdica, retratando a era colonial em Angola com as suas humilhações e injustiças, e por outro as tradições e as crenças dos nativos.

De acordo com o autor, traz à tona assuntos que deveriam ser estudados pelos historiadores para o conhecimento geral, sobretudo das gerações mais novas, não pretendendo alimentar o ódio, mas faz convicto de que é importante conhecer o passado para se valorizar o presente e melhor projectar o futuro.

“Pretendemos homenagear os vários heróis anónimos de Angola, sendo que muitos pagaram com a própria vida o preço da liberdade. ‘A festa dos porcos’, em função de um testo literário permitir várias interpretações”, disse.

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