Jovens angolanos realizam, hoje e amanhã, a quinta marcha contra o desemprego em Angola

Em Luanda este sabádo mais de 200 activistas manifestaram, no largo primeiro de maio , para exigir os 500 mil empregos por ele prometidos em 2017,1pelo Presidente João Lourenço. Em Angola as manifestações são proibidas por lei a menos de 100 metros dos orgãos de soberania e antes das 19h nos dias úteis e o seu itinerário deve ser comunicado às autoridades provinciais.

Jonas

Repórter Angola

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Jovens angolanos realizam, este Sabádo e Domingo 26 e 27 de setembro, a quinta marcha contra o desemprego em Angola. Na senda dos protestos, os organizadores desafiam o líder da JMPLA, Crispiniano dos Santos, e os seus membros a participarem no acto.

Desde que o Presidente da República, João Lourenço, subiu ao poder em Setembro de 2017, este é a quarta manifestação, onde a juventude exige o cumprimento das promessas eleitorais no que diz respeito ao desemprego

O coordenador provincial de Luanda da quinta marcha, Geraldo Mwene Ndala, disse ao Repórter Angola que Jõa Lourençao não está a cumprir a promessa eleitoral.

“Estamos cansados de promessas, estamos a exigir emprego, Basta o indice elevado da taxa de desempreso, vamos continuira aqui nas ruas até que o Governo consiga minimizar o impacto do desemprego e têm de criar um memorando de empregabilidade” adiantou.

A marcha teve o ponto de concentração no cemitério da Santa Ana, pelas 12 horas, e seguiu o roteiro até o Largo da Independência, onde foram proibidos de permanecer pela polícia Nacional que os obrigou a marcharema até ao largo das Heroínas.

Jaime Domingos MC, o Rapper de intervenção social também aderiu a marcha ” estamos aqui para exigir emprego que o proprio Presidente da república prometeu, saiu da boca dele que daria 500 mil empregos o mandato já está quase a terminar só falta praticamente um ano, e queremos que nos mostra os postos de trabalho que ele criou ou que nos empregue, a taxa dos desempregado está muito elevado” disse ao RA.

 

General Mc Life outro activista e rapper de interveção social que também aderiu a marcha falou ao Repórter Angola ” estamos farto de mentiras, queremos emprego, eu não trabalho e a juventude está desempregada na sua maioria, os que trabalhavam nos privados perderam os seus postos de trabalho por causa do Covid-19″.

O coordenador entende que a adesão à marcha, de mais onze províncias e mais de cinco países, deve levar à reflexão quem governa.

Fernando Secuela um outro organizador da marcha disse que “A manifestação conta com a adesão de mais de onze províncias, sinal de um descontentamento terrível e sofrido. Mas também um indicador para quem governa reflectir, em vez de nos perseguir”, disse e acrescenta que tem a “solidariedade da diáspora angolana no Brasil, na França, na Holanda, no Reino Unido, nos EUA, em Portugal, na África do Sul e na Namíbia. Na diáspora a manifestação está a decorrer de fronte as embaixadas angolanas”.

Por sua vez, o líder do Movimento dos Estudantes de Angola (MEA), Francisco Teixeira, um dos organizadores dos protestos, mostrou-se “revoltado e indignado”, com aquilo que considera como “políticas falhadas do Executivo angolano virado para a empregabilidade juvenil”.

“Iremos nos manifestar para exigirmos a promessa eleitoral do Presidente da República, João Lourenço. Em 2017, na véspera da campanha eleitoral, o actual chefe do Estado, na altura enquanto candidato, prometeu mais de 500 mil postos de trabalho”, lembrou.

Segundo o líder juvenil estudantil, 80% da juventude angolana está desempregada. Para o jovem, atendendo a esta estatística, é necessário cada vez mais aumentar a pressão a quem governa com protestos de ruas.

Francisco Teixeira também desafia, políticos, fazedores de opinião jornalistas, académicos e todas as figuras conhecidas da sociedade, em particular o líder da JMPLA, “que compareçam e mostrem o seu descontentamento e solidariedade, com os angolanos, em particular os jovens desempregados”, apelou.

Os organizadores explicam que a quinta marcha contra o desemprego em Angola a ser realizada em tempo de covid-19 visa, entre outras razões, chamar a atenção à sensibilidade do Executivo para garantir uma maior protecção social das famílias vulneráveis, conforme atesta o Artigo 90 da CRA, sob epígrafe Justiça Social.

“As condições estão acordadas para esta manifestação pacifica que vai mobilizar vários extratos da sociedade civil”, disse ao Novo Jornal um dos porta-vozes da manifestação, Domingos Palanca, da Juventude Unida Revolucionária de Angola da UNITA, (JURA).

Os manifestantes, que estão concentrados no Largo da Independência, segundo este membro da comissão organizadora, “vão exigir ao Presidente João Lourenço que cumpra a promessa eleitoral de criar 500 mil empregos”.

“Nos últimos dois anos, os jovens de vários extratos sociais e políticos saem constantemente à rua porque o desemprego é um fator de instabilidade social que está causando muitas consequências nefastas no seio da juventude”, acrescentou.

O secretário da juventude provincial da JFNLA Kiaku Samuel Kiala lamentou que o desemprego tenha atingidono País uma taxa que deve merecer a atenção permanente das autoridades, para que não surjam na sociedade outros machos, como a criminalidade.

“A situação é preocupante. O Executivo deve encontrar soluções para resolver o problema do desemprego”, afirmou.

Reagindo às declarações destes dois líderes juvenis da escolha, o membro da JMPLA braço juvenil do partido no poder, António Rosário Zua, que não estão presentes na marcha, disse que o Executivo tem vindo a criar políticas para inserir a juventude no mercado de trabalho.

“Atravessamos um ambiente de grave crise econômica e financeira. O Estado tem recursos incluídos para oferecer recursos, é importante que os jovens enveredem por criar, eles próprios, fontes de rendimento, fazendo recurso aos conhecimentos adquiridos no ensino médio ou superior”, adicionado .

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