Jornalistas da Rádio Comercial de Cabinda em greve apartir de sexta feira

Os jornalistas da Rádio comercial de Cabinda denúnciam salários míseros de 24 mil Kwanzas, e prometem saírem em greve no dia 13 deste mês na próxima sexta-feira.

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Repórter Angola

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Dezenas de profissionais da comunicação social afectos a Rádio Comercial de Cabinda, denunciaram a este portal as más condições salariais e prometeram  uma greve apartir de sexta-feira 13.

Para os jornalistas, 24 mil Kwanzas que são pagos como salários mínimos não satisfazem as suas necessidades.

” Somos poucos,e mal pagos e na sexta-feira vamos paralisar atividades” disse uma jornalista ao serviço daquela estação emissora ao Repórter Angola.

Os jornalistas da Rádio Comercial de Cabinda suspendem todos os serviços de informação na sequência do não pagamento de salários devidos há mais de dois meses.

Segundo uma fonte a suspensão dos serviços de informação começa  na próxima sexta-feira 13 de Agosto.

Para além de exigirem o pagamento dos salários, os trabalhadores pedem igualmente a exoneração do actual director.

Esta situação tem criado a fuga de jornalistas para outros órgãos de informação, a exemplo de Paulo Mesquita, um notável jornalista dos serviços informativos da Rádio Comercial que se transferiu para a emissora estatal, a Rádio Nacional, em Cabinda.

Nos últimos 10 anos, a Rádio Comercial sobreviveu dos apoios do governo da província de Cabinda, que eram canalizados através da publicitária angolana Orion. Em troca, a Rádio Comercial emitia spots publicitários e de marketing a actividade do governo provincial e foi vetada de emitir informação que descrebilizasse a actividade do executivo local.

Foi igualmente importa uma linha editorial diferente do objecto da rádio e ao afastamento de notáveis jornalistas como Cristóvão Luemba e Paulo Duda por alegadamente não serem militantes do partido no poder e a exoneração do antigo director, André Filipe Luemba.

Este figurino fez cair as receitas publicitárias, a principal fonte de sobrevivência do órgão e a agravar a situação financeira da estação radiofónica.

Decorridos cerca de 19 anos a Comercial enfrente os piores momentos como rádio de informação e esta a beira de perder todos os jornalistas.

Entretanto, sabe-se que o não pagamento de salários, segundo se apurou junto de uma fonte daquela estação emissora deve-se pela inexistência de fundos capazes para a gestão daquela estação de rádio como consequência do rompimento do contrato de marketing entre o governo provincial e a Orion, sócio maioritário daquela rádio de informação. Tentamos sem sucesso contactar os responsáveis da Rádio Comercial de Cabinda.

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