INIDE já não actualiza manuais escolares há 9 anos mas recebe 600 milhões de dólares por ano

O Executivo angolano faz orelhas moucas a este escabroso caso de vergonha nacional do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação, anexo ao Ministério da Educação, Apesar do dinheiro investido, os livros não foram feitos. Os que foram feitos à socapa, foi para serem vendidos no mercado negro, com preços especulativos. Era preciso servir os colégios privados, nomeadamente dos filhos das classes que podem ter essa solução alternativa.

Antônio Jorge

Olá @Reporter Angola

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

O polvo da corrupção dos milhões de livros escolares, que foram pagos pelo Estado angolano, tal como milhões de carteiras escolares para as escolas primárias, só de livros, foram quase 600 milhões de dólares por ano. Repito: 600 MILHÕES EM DEZ ANOS! Alguns bilhões de dólares para livros e carteiras escolares foram parar aos paraísos fiscais para as contas particulares de alguns ministros.mPorém, a luta contra a corrupção anunciada em Angola, depois de tanto tempo e com tantas denúncias e acusações concretas provadas, ainda está por se concretizar, de facto. O Executivo angolano faz orelhas moucas a este escabroso caso de vergonha nacional!

Apesar do dinheiro investido, os livros não foram feitos. Os que foram feitos à socapa, foi para serem vendidos no mercado negro, com preços especulativos. Era preciso servir os colégios privados, nomeadamente dos filhos das classes que podem ter essa solução alternativa.

Quanto aos milhões de carteiras escolares, procurem saber se chegaram às escolas e quantas. O mesmo problema. E tudo isto que dava para encher centenas de camiões, ninguém viu nada. Nem sequer a fiscalização escolar. Muitos livros, que foram postos à venda nos mercados informais e nas ruas, foram apreendidos pela Polícia Económica e postos de novo à venda por conta e em proveito próprio. É obra senhores, toda esta cavala. Tudo isto feito em nome do ensino universal e gratuito para todos e do futuro de Angola, permitiu o acesso de ministros, escondidos secretamente como sócios em esquemas urdidos com outros outros, que emprestaram o seu nome por serem da sua confiança. Outros nem com esse pormenor se preocuparam. O acesso a empresas gráficas de que eram sócios as maiores de Angola e a editoras e a muitas das gráficas e editoras nem sequer existiam.

Foram inventadas para sacar do Estado dinheiro a rodos, apenas para receberem através do esquema montado pelo ABS e receberam parte dos muitos milhões distribuídos à toa sem controlo pelo Ministério das Finanças. Assinale-se ainda que as editoras principais beneficiadas pela redistribuição do polvo, dirigida pelo ABS, foram duas estrangeiras uma delas ao qual estava ligado por acordos verbais de negócios em sociedade informal em Portugal e Angola, desde que foi nomeado ministro da Educação de Angola.

O polvo foi retalhado. A parte mais suculenta e maior foi para o ex-ministro ABS, deixando no seu director geral do INIDE, a tarefa de organizar o processo já montado e em curso,  processo esse que passou pela criação de uma empresa privada, a Ideia e Conceitos, Lda. Imagine-se a funcionar no INIDE – Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação, anexo ao Ministério da Educação, que recebia os enormes valores em excesso pela devolução por esquema das gráficas e depois fazia a redistribuição desses valores, retirando-se ardilosamente do Governo.

ABS foi demitido do Governo em 2010. O cargo passou a ser exercido pelo seu ex-vice-ministro da Educação, que passou também a ser seu sócio acionista na UNIA, como seu substituto no Ministério da Educação e também como seu sócio acionista na UNIA – Universidade Independente de Angola e, claro que com outros como se saberá,  assim foram feitas as distribuição das restantes pernas do enorme e suculento polvo, que foram durante mais de 10 anos, parar ao prato de muitos outros ministros, através de terceiros seus representantes, nomeadamente do Ministério da Indústria, feito através das gráficas e pelas editoras fantasmas criadas e ainda pelas finanças do Estado distraído.

O Primeiro-Ministro autor do Despacho de Abril de 2009, que deu origem ao polvo dos livros escolares,  ainda há poucos meses foi detectada em seu poder, uma grande caixa metálica blindada cheia de divisas (dinheiro estrangeiro) e questionado disse, de forma absurda e inocente, que não sabia quem o pôs ali na caixa em seu poder.

Com ABS foi diferente. O salalé (uma térmita que é do tamanho da ginguba (amendoim) existente em África, que ataca a celulose) atacou o seu armazém de dinheiro (divisas e kwanzas), um armazém existente na cave da sua vivenda, que também usurpou ao Ministério da Educação. Era antes uma escola de educação especial do Ministério e quando deu por ela ao extasiar-se ao olhar para a fortuna acumulada ficou sobressaltado e atrapalhado com o que viu. Parte desse dinheiro foi comido pelo salalé.

Telefonou de imediato para a mulher, chamou para de imediato chamar a empresa de desinfestação da Livraria Mensagem, onde a mulher Maria de Fátima Burity da Silva, era sócia e gerente, para matarem o salalé e erradicarem dali o atrevido e comilão abusador não convidado para o polvo e arrumar o dinheiro em caixas e já destinado o que estava em divisa a sair fraudulentamente para os paraísos fiscais. E para arrumar bem as caixas agora protegidas e desencostadas da parede em paletes de madeira. Não fosse o salalé voltar!

PUB