Imobiliária Jefran: A Verdade Oculta na entrega de residências.

Empresário Francisco Silva da JEFRAN acusado de burlar mais de 400 clientes, nega acusações e confirma apenas 130 pessoas alguns com situação irregular em termo de pagamentos. “estou sendo injuriado e caluniado por pessoas de má fé que espalham inverdades para denigrir e sujar a minha imagem, reputação e o meu bom nome, falam a imprensa, patrocinam redes sociais porque me querem ver caído, sou apenas um Empresário e não burlador como querem fazer crer, construí mais de cinco mil residências espalhados em 29 condomínios” diz Francisco Silva em entrevista a este Portal RA.

Daniel Frederico

Repórter Angola

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print
Director da JEFRAN desmente rumores postos a circular nas redes sociais e imprensa privada de que esteja a ser protegido por uma alta patente do Ministério do Interior, por isso não se encontra preso.
“Eu sou protegido por Deus, e não têm outra mão invisível com força maior de proteger alguém, só Jesus Cristo e mais nada. De resto é tudo calunia dos meus detratores, querem me matar para o difundo pagar a divida? Ou me prender para que atrás das grades pagam a divida? Eu sou apenas um empresário nacional, por isso o processo decorre no cível e não na câmara criminal”

O Empresário  Francisco Silva, director da imobiliária Jefran, é acusado de não cumprir com as promessas de mais de 350 clientes que adquiriram as casas a renda resolúvel em vários projetos habitacionais entre 2012 a 2014, disse em exclusivo ao Repórter Angola que “a promessa será cumprida,  pede calma e desculpas aos clientes pela demora e transtornos causados”, depois dos mesmos terem intentaram um processo no Tribunal Provincial de Luanda.

Este portal sabe que decorre no Tribunal Provincial de Luanda, o processo nº 3362/20 C, na 1ª Sala Cível e Administrativo.

Em entrevista ao Repórter Angola, Francisco Silva apontou a situação económica que o país enfrenta como estando na base da não entrega, até ao momento, das residências aos 130  cidadãos que acusam a referida empresa de os ter defraudado no sonho da casa própria.

Segundo o responsável, a sua instituição está de portas abertas e tudo a fazer para honrar o compromisso que tem com os seus clientes, quer os que já efectuaram o pagamento na totalidade, bem como aqueles que assinaram contratos em situação de renda resolúvel, tendo pago o valor inicial.

“ Neste momento, explicou, a empresa está a renegociar com os clientes, oferecendo novas opções de resolução deste conflito habitacional de modo a que o caso tenha um desfecho que venha a beneficiar a

s partes envolvidas” adiantou.

“Pedimos calma a todos. Vamos resolver o problema. Já resolvemos a situação de 152 famílias, os clientes foram apressados em recorrer em outras instituições como a INADEC, e tivemos encerrado durante um ano e isso dificultou o processo” frisou.

Estamos a fazer já as entregas de algumas residências a pessoas que já pagaram na totalidade. “Depois vamos trabalhar nos casos de renda resolúvel”, assegurou. De acordo com Francisco Silva, a sua empresa está a entregar algumas residências aos lesados à medida que as vai construindo e acabando. Porém, frisou, todo este processo vai levar algum tempo para ser concluído, por estar a depender do “restabelecimento financeiro” que o país está a viver. Adiantou ainda que, neste momento, a empresa já construiu 26 vilas e a maior parte delas encontra-se já habitada. “Tivemos algumas situações que têm a ver com o processo económico que o país está a passar e tivemos de fazer algum reajuste naquilo que são as modalidades de pagamentos. Por força da situação, tivemos de suspender a renda resolúvel”.

O nosso posicionamento é continuar a dialogar com os clientes. O “valor da compra baixou, e nós também ficamos apertados a nível daquilo que é a execução das obras”, explicou.

Francisco Silva assegurou que o processo de renegociação com os clientes está a obedecer as normas e as pessoas são livres de aceitarem ou não os moldes dos acertos. “Cada cliente tem o seu contrato e cada contrato tem a sua especificidade. Nós vamos continuar a trabalhar para dar solução a todos os casos”. Frisou.

Carlos Domingos, um dos lesados,  conta que o processo dele começou em 2015, onde fez um contrato de pagamento de renda resolúvel e a casa ficaria orçada em 90 mil dólares (que por causa da taxa de juro e o pronto pagamento, ficou em 75 mil dólares). “Uma das condições obrigatórias para ter o contrato era pagar 10 por cento do valor”.

No caso, nove mil dólares. “Nós pagamos esse valor ao Francisco Silva”, contou. “Antes mesmo de um ano, conta, sentiram que o processo estava parado e deixaram de fazer o pagamento mensal, exigindo a rescisão do contrato e o dinheiro de volta”, mas tal coisa não aconteceu.

Segundo acusação dos lesados, o valor ronda em mais de 3 mil milhões de kwanzas.

O Repórter Angola convida-te a acompanhar a Entrevista:

Reporter Angola RA: O Sr. Francisco Silva trataremos por “FS” é proprietário da Empresa JEFRAN que é acusado de burlar mais de 350 famílias em imobiliário ?

Francisco Silva: “Eu sou um Jovem Empresário, neste caso, muitos dizem que o empresário é burlador, tudo isso porque alguém quer tirar proveito, manchar a minha imagem e o meu bom nome, a minha reputação sobre tudo, mas não condiz com a verdade, burla se não tivéssemos feito nada até ao momento”.

RA: temos informações de que decorre um processo 3362/20, no Tribunal de Luanda e o Sr. Quer aliciar o Juiz com duas casa e dinheiro para abafar o caso?.

FS: “é a primeira vez que estou a ouvir isso, esta  informação é extremante falsa e muito perigosa, as pessoas que estão a fazer tem que ter o maior pudor, a maior cautela ao fazer tais acusações gravíssimos, tem que ter provas, porque podemos também os processar”.

RA: o que aconteceu de concreto com as casas a mais de 300 famílias?

FR: “Não são mais de 300, resta concluir apenas 130 clientes, Eu lamento a situação como esta ocorrer, nós temos um grupo de clientes que por conta desta questão da crise e da pandemia o pais está a viver não viram a sua situação resolvida. A Empresa fez casas a renda resolúvel já fizemos mais de 5 mil habitações espalhados em vários projetos de condomínios em Luanda e em outras províncias, entregamos varias casas à algumas pessoas numa vila denominada “Israel”, cerca de 500 residências. Acontece que mais de 200 pessoas não pagavam as suas rendas, facto que originou um constrangimento de poder entregar outras casas as restantes pessoas que já tinham pago, numa situação em que a economia do País sofreu inflação entre 2012 a 2014, tivemos que ser mais cautelosos” conta o Empresário da Imobiliária Jefran.

RA: A situação ficou complicada e o que fizeram depois disto?

FR: “como os contratos estavam em dólares, pedimos as pessoas que viessem ter conosco, no sentido de renegociar os contratos para que a empresa não fosse a falência, o que nos surpreendeu muitos clientes neste grupo que pagaram 200 a 300 mil kz um valor pecuniária e com esse montante já queriam receber as suas casas, como nós não poderíamos entregar as casas nestes preços eles recorreram ao INADEC ( Instituto de Defesa do Consumidor)”, lembra Francisco Silva, conta que tudo isso aconteceu “no sentido da instituição persuadir, para que Eu pudesse entregar as casas, infelizmente Eu não tive bom sucesso ao INADEC, porque não me chamou para chegarmos num consenso como proprietário da companhia e os clientes. Eu pessoalmente escrevi ao INADEC para se dirigir  na pessoa do seu diretor à nossa instituição e conhecer a realidade” conta, indignado “pedimos que ajuda-se nos em melhorar o atendimento aos clientes como peritos na matéria dos incumpridores, porque temos aqui contratos que são viciados , temos clientes que pagaram dinheiro e depois fizeram estornos nas suas contas e ficaram com os Bordeaux, pessoas que já têm casas e querem reclamar e existiram pessoas que já reembolsamos o dinheiro deles e não querem o mesmo montante querem dinheiro em dobro” explica o que sucedeu, para esclarecer o constrangimento gerado por alguns Clientes que o chamam de burlado.

Francisco Silva, prossegue, lamentando a má fé de alguns indivíduos “não sei, essas pessoas movidos com que interesses, foram estes que foram manchando o meu bom nome nas redes sociais, na imprensa, falando inverdades como esta que ouvi do senhor Jornalista sobre um suposto aliciamento do Juiz do processo com duas casas, coisa não faz sentido, até porque estas duas casas davam para entregar a mais clientes, estão a ir longe demais! Então se eu tenho casas para corromper um Juiz, não é mais fácil dar casas a quem eu acho que devo?” indagou.

RA: já tentou encontrar uma solução para a saída deste impasse?

FR: “eu queria é ver a possibilidade sentar com estes clientes para tratar a situação, mas o INADEC a resposta que me deu foi o encerramento da companhia e tive duas suspensões administrativas durante um ano parei todas as minhas atividades, a empresa fechada durante 12 meses não pode resolver problemas, daí que agravou a situação e neste um ano eles não conseguiram resolver nada” lamenta.

RA: como sobreviveu com as portas fechadas e casas para entregar?

FR: “Eu tinha um contrato com o ministério do Interior para fazer as casas do Cofre da Previdência do Pessoal da Polícia Nacional, não sei por que carga de agua o INADEC e os clientes especularam que recebi 15 mil milhões e neste valor Eu só recebi 12%  que eles pagaram a pronto pagamento e fiz as casas, visto que este contrato não continuou. Eles pensaram que na vila do Jericó  que entreguei a Polícia eram para os clientes. Enquanto a vila de Jericó está divido uma parte dos privados e a PNA só recebeu uma rua. Depois começaram a me difamar com inverdades de que eu era testa de ferro do antigo Ministro do Interior, eu estava a ser protegido por sicrano e fulano… tudo não condiz com a verdade”, conta , “ tudo porque sou Jovem angolano,  na casa dos 42 anos, e escuro, preto” narra com lagrimas no canto dos olhos e adianta “ninguém está conseguir entender como é que cheguei até aqui, um jovem que sai na província de malanje como escravo e vem em Luanda se torna um Rei na terra dos príncipes”, Eu já fazia campas de cemitérios e fiz a primeira casa no Benfica na zona verde, onde consegui construí até quatro casas, depois fui a zona do cemitério comprei terrenos e comecei a construir a vida… para chegar onde cheguei, ainda assim não consigo entender esta perseguição toda”.

RA: mais quem está a perseguir-te?

FR: “ no passado pensei que são os detratores que estavam a perseguir o antigo Ministro do Interior, pensando que Francisco era testa de ferro do Ministro, então querendo atingir o Senhor alheio tinha que tocar em mim, Eu não estava acreditar que eram os clientes a fazerem isso! Exclama, “ porque não estava entender, se Eu tenho uma divida com alguém, acho que não devo matar esta pessoa por que o mesmo me deve. Mas é intenção para destruir o meu bom nome, vão as redações criam inverdades e mentiras absurdas, porque querem que lhes dou as casas.”

Prossegue Francisco, “ Na verdade, Eu não posso dar casas de bandeja a baixo do preço do custo, porque a inflação que o País sofreu, abalou-nos a todos, a culpa não é do Francisco Silva nem da JEFRAN, eu também sou vitima , quanto eles, me refiro de alguns clientes, porque não são todos. Agora concordo que em algum momento teve as suas dificuldades, por exemplo ficamos uns sete meses sem construir  quando o cimento subiu, dos monopólios que nós tínhamos e o Sr. Presidente da Republica falou disso no seu discurso da tomada de posse, Eu tinha dinheiro em mão quando a inflação chegou, as divisas que tinha em conta não se poderia mexer , Eu também fui vitima da crise, imagine uma empresa que trabalha com 4 a 5 milhões de Kwanzas por dia e já teve mais de 2 500 trabalhadores para hoje ficar com apenas 220 funcionários ”, lamenta, por isso deixa um apelo “ Eu uma pessoa de fácil acesso, trabalho na obra, nunca fechei as portas para o dialogo, o meu contacto está disponível 24h/24h, todas vezes que as autoridades me chamam para ir prestar depoimento ou esclarecimentos, eu vou lá inclusive nunca fugi, só que as pessoas queriam transformar isso em crime, não tiveram sucesso”.

RA: e como analisas  o decorrer o processo?

FR: é um processo que eu acho injusto, porque a Empresa é acusada pelo próprio  Ministério Publico, quando eu penso que o MP é parte ilegítima, que não faz parte do processo, se o MP faz parte então quem vai me defender se também sou cidadão, eu também sou vitima de um problema que todos empresários neste país vivem, empresas fecharam, trabalhadores foram despedidos e ainda fui levado no tribunal pelos funcionários  por culpa das medidas do INADEC que me encerrou a empresa por doze meses, e estes foram despedidos sem nenhuma indemnização… é uma situação que eu por confiar mesmo em Deus por isso estou a sobreviver, acredito muito em Deus” desabafou.

“apelo aos meus clientes, invés de ficarem a reclamar,  que me dão mais dinheiro para continuar a trabalhar, Eu preciso do dinheiro deles, e dizer também que o sonho deles não foi cancelado, apenas foi adiado. Eu peço desculpas se algum cliente um dia se sentiu ofendido por tratamento não adequado de um dos meus colaboradores, eu peço desculpas, existiram situações em que clientes que a casa dele era outra de manhã e no dia seguinte lhe mostravam outra…porque apareceu alguém mais rápido que ele e pagou ficou com a casa… enfim, peço desculpas a todos” rematou finalizando.

Para terminar, o Empresário apela a calma a todos “invés de transformar isso num processo políticos, o que existe aqui é uma relação entre clientes e fornecedor, e convido os clientes a sentarmos na mesma mesa com advogados, estamos aqui a ter arruaça, repara que um processo no tribunal e ainda não decidiu, eu me lembro que este processo visava fazer um arresto dos bens da JEFRAN, mas um direito não pode ferir e violar outros direitos, os trabalhadores onde é que ficam? E se fazerem o arresto, como é que eu trabalho para pagar estes clientes? Como quem diz, tu tens que resolver o problema mais ficas parado. Foi que me foi feito pelo INADEC, não fui ouvido pela instituição que defende os direitos dos consumidores, não fui respeitado, Eu descobri da decisão do INADEC que a JEFRAN está fechada na Televisão!” , lamenta.

RA: Quem te protege afinal de contas?

FR: “ Eu nunca tive contatos com o antigo ministro Viegas Tavares, apenas reunimos uma vez, com Sr. Canela da caixa da Previdência da Policia CPPPN, quem me levou era o comandante Sita , por que este tinha gostado do projeto e mais nada, Quem me protege é Deus somente Deus e não nenhum nenhum outro protector” esclareceu.

Francisco Simão da Silva, seu nome completo, de 42 anos é o  Segundo filho de nove irmãos, disse que nunca pensou ser empresário e também Já foi conotado como “testa de ferro” de altas figuras do país (com algumas lhe foi atribuído, inclusive, parentesco). Nega ter ligações com esses personagens e diz ser vítima de preconceito, por ser “jovem e negro”. “Não acreditam que um jovem, que um dia era escravo, possa ser rei no meio de príncipes. Este é o meu caso”, sublinha.
A sua história de vida começa em Malanje, onde nasceu em 1978, hoje a Jefran possui mais de 29 condomínios e acima de cinco mil casas construídas. Em tempo de crise, diz ter sido o único empresário a vender casas a renda resolúvel. Mas esta decisão, confessa, trouxe-lhe muitos problemas. Garante que mais de 200 famílias não conseguem pagar a renda resolúvel.

A Empresa  Jefran foi criada, através do Diário da República IIIª Série n.º 206 de 26 de Outubro de 2012 e tinha como sócios o Senhor Francisco Simão da Silva e a Senhora Marisa Simão da Silva.  Em 2019, através do  Diário da República IIIª Série n.º 29 de 21 de Fevereiro de 2019 o Senhor Francisco Silva cedeu às suas acções ao Senhor João das Dores Canzamba da Silva e a Senhora Marisa Simão da Silva , no mesmo grupo da JEFRAN, contam ainda a  Xico-Bless Enginharia, Master Seguros, SA, Clínica Anjos da Guarda

PUB