Huambo Expresso junta empresários Minoru Dondo e António Mosquito

Com os empresários António Mosquito e Minoru Dondo à testa, a transportadora começa a operar esta semana com 15 autocarros de 48 lugares cada um, prevendo fazer as rotas do Cuito, Benguela, Lubango e Luanda, a partir do Huambo. No próximo ano, em Maio ou Junho, a empresa prevê estender os serviços para o Norte.

DFREDER

Com V.E

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António Mosquito e Minoru Dondo juntam-se na ligação terrestre  ao Huambo, garantiu uma fonte do semanário Valor Econômico, que o Repórter Angola teve hoje acesso.

Segundo a mesma fonte, a primeira operadora interprovincial com sede no Huambo, a Huambo Expresso, foi inaugurada no passado dia 4, resultado de um investimento inicial de mais de dois mil milhões de kwanzas.

Apostada nas viagens interprovinciais e na “tecnologia inovadora”, nova transportadora de passageiros e cargas arrancou dia 4. Garantindo seguro “contra todos os riscos’’ aos passageiros, a Huambo Expresso promete ligar o país a partir do Planalto Central.

Com os empresários António Mosquito e Minoru Dondo à testa, a transportadora começa a operar esta semana com 15 autocarros de 48 lugares cada um, prevendo fazer as rotas do Cuito, Benguela, Lubango e Luanda, a partir do Huambo. No próximo ano, em Maio ou Junho, a empresa prevê estender os serviços para o Norte.

Fabrício Herbstrith, director-geral da empresa, explica que a operadora almeja afirmar-se no mercado com “serviços diferenciados e de alta qualidade”. “Nos nossos carros, todos os passageiros saem segurados”, garante o responsável, que explica como funciona o serviço: “A partir do momento em que o cliente compra o bilhete e entra no autocarro, tem o seguro do ponto de partida até ao destino e vai ter um ‘kit’ com um lanche nos autocarros, que é uma cortesia da empresa”.

A empresa, que também inaugurou o terminal de Luanda no passado domingo, no Gamek, criou 148 postos de trabalhos directos e 38 indirectos em prestação de serviços. Prevê ainda criar mais nos próximos tempos com o aumento da frota de mais 25 autocarros que chegam no próximo ano, vindos da China.

O director-geral entende que Angola precisa ainda de “muitos investimentos nos transportes de passageiros e de carga”. Por isso, defende ser um “negócio viável”.

Prometendo ‘‘rigor, apoio ao passageiro, pontualidade e preços competitivos”, Fabrício Herbstrith explica que a rota Huambo-Luanda custa 14 mil kwanzas, mas, na primeira semana, os bilhetes promocionais vão ser vendidos a 10 mil kwanzas para todas as rotas.

APOSTA NO TRANSPORTE DE CARGA

Além do aumento da frota e de rotas, a empresa tem em agenda investir numa frota de camiões de carga. E pretende criar, também no Huambo, a central de distribuição de cargas para o país. “Vamos comprar camiões para ajudar a distribuir a mercadoria a todos os cantos do país’’, compromete-se Fabrício Herbstrith.