Hospital Maria Pia: Jovem de 19 anos morre por negligência médica

Depois do desaparecimento, há três meses do cadáver de um idoso, na Morgue Central da Maria Pia em Luanda, que juntou, alguns familiares em frente à instituição, a exigirem a entrega do corpo para realizarem o funeral. O Maior Hospital Público voltou a ser acusado de negligência médica pela morte de uma jovem escuteiro de 19 anos.

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Repórter Angola & NMC

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Ana Fieta Daniel de 19 anos, deu entrada no dia 09 de Abril ,  no referido hospital com um quadro de paludismo e já mais voltou ao convívio familiar por negligência médica, segundo o pai da malograda, Joaquim Daniel que acusa o hospital Josina Machel.

Para Joaquim Daniel, “depois de ter feito duas transfusões de sangue, o quadro clínico da sua filha ficou estável”.

“Mas depois de ter recebido o tratamento, o médico voltou a solicitar mais balão de sangue, que seria o terceiro e explicou à família que era para retirar as plaquetas”.

De acordo com o pai da malograda, depois da jovem ter sido submetida a este procedimento médico o seu quadro clínico piorou tendo a jovem ficado em estado de coma até a data que veio a falecer, no dia 23 de Abril do ano corrente.

“Depois desta situação, a família procurou ouvir do hospital as razões que levaram a morte da minha sobrinha. Mas infelizmente, fomos escorraçados do hospital por um médico, apenas identificado por Dr Santos que acompanhou a paciente deste o primeiro dia”, denunciou o tio da malograda, que deplora este acto do médico e os procedimentos médicos pouco claros que resultaram na morte da sua sobrinha.

Descontentes com a situação, os familiares pedem apenas que se faça justiça.

Não é a primeira vez que o hospital central de Luanda está em maus lençóis.

Um outro caso começou no dia 3 de Janeiro quando Kialunda Manuel, de 85 anos, morreu em casa, por motivo de doença.
Os familiares dirigiram-se então à Casa Mortuária Central de Luanda onde o cadáver deveria ser conservado por quatro dias, para os preparativos do funeral, contou  Alexandre Manuel, filho do idoso.Segundo este familiar, três dias depois voltaram à morgue para saber do corpo, mas o cadáver havia desaparecido.
“Desde o dia 6 de Janeiro até hoje o corpo não aparece”, disse Alexandre Manuel, realçando que a presença ontem na morgue visou exigir explicações.
Alexandre Manuel frisou que “os responsáveis da morgue não dizem nada”, lembrando que a família se encontra “muito abalada” com a situação.

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