Hospital do Prenda ganha novo aparelho de exames TAC depois de 14 anos que a maquina foi desviada

O Hospital do Prenda ficou Sem aparelho de TAC, durante 14 anos, depois do aparelho ter sido desviado sem deixar rastos, esta segunda-feira, a referida clinica ganhou um novo aparelho, para redimir constrangimentos.

com Reginaldo Silva

Repórter Angola

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Os cidadãos que acorrem aos hospitais públicos alegam que está cada vez mais difícil fazer um exame de TAC, porque os aparelhos de Tomografia Axial Computarizada estão lá montados mas não funcionam, nos principais hospitais publicos da capital angolana.

para Reginaldo Silva, esta noticia veiculada pela Televisão Publica de Angola TPA, não informou o facto do primeiro aparelho ter sido desviado, escreveu o jornalista.

Esta sexta-feira em conversa com um amigo médico que ganhei há quatro anos numa fase muito especial da minha vida, chamei a sua atenção para uma notícia que no dia anterior tinha visto na TPA relacionada com o Hospital do Prenda que passou a ter no seu equipamento um aparelho para realizar TACs, quatorze anos depois de ter “desaparecido” de lá o último que o estabelecimento tinha adquirido ou lhe tinha sido entregue.
A notícia é omissa em relação às causas que estiveram na origem de tão prolongado jejum de um equipamento que hoje já é indispensável para o exercício da medicina moderna.
O meu amigo médico chamou depois a minha atenção para o facto da noticia, que ele também tinha visto, não ser propriamente o “regresso” daquele equipamento à Clínica do Prenda.
A grande notícia para ele foram os 14 anos que a Clínica do Prenda se viu privada do aparelho do TAC.
Não podia estar mais de acordo com o seu faro jornalístico.
As pessoas ultimamente falam muito da necessidade de termos um jornalismo mais investigativo pensando que o mesmo é só para procurar descobrir grandes escândalos financeiros, quando na verdade a investigação faz parte da natureza de todo o jornalismo que se preze e que queira desempenhar cabalmente a sua função social.
Tão simples quanto isto.
No regresso deste TAC à Clínica do Prenda está um exemplo de como o jornalismo investigativo devia entrar imediatamente em campo pois 14 anos não são 14 dias.
Na verdade a referida notícia acabou por não ser feita como devia ser, pois o aspecto mais importante foi ignorado.
Como explicar que um Hospital com a dimensão do Prenda, que antes da independência foi a primeira Clínica de luxo construída pela burguesia colonial, tenha ficado este tempo todo sem um TAC, é a questão que ficou por responder e que faria toda a diferença na abordagem da história, conferindo-lhe assim uma outra consistência informativa.
Na sua essência o jornalismo também procura dar a conhecer como/porquê é que os factos/acontecimentos têm lugar.
Trata-se de uma preocupação que, entretanto, só o próprio jornalista/repórter está em condições de valorizar em função da realidade concreta que é chamado a cobrir, embora o editor também possa jogar aqui um papel de apoio/orientação que é fundamental muitas vezes para a melhoria do produto final.
É por isso que se diz que temos bons e maus jornalistas, embora no nosso caso as coisas não sejam assim tão lineares por causa de outros condicionamentos que escapam completamente à sua vontade e quantas vezes agridem e de que maneira a independência do próprio jornalismo.
Mais uma vez em causa está a aplicação do princípio segundo o qual cada caso é um caso

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