Grupo de “Melícias” liderados por Tomás Bica tira autoridade à Polícia Nacional e causa pânico no Sambila

Administrador do Zambizanga Tomás Bica, cria grupo de delinquentes que causam pânico e terror aos moradores, denominados “Turma do Apito”, andam por todos bairros a Luz do Dia com catanas, facas, paus, machados, porretes e outros objectos contundentes, sob olhar silencioso da Polícia Nacional de Angola, alérgico em manifestações de caráctere politico.

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Redação com NMC

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Tomás Bica, criou recentemente uma melícia denominada “Turma do Apito”, com objectivo de prestar assistência e diminuir a criminalidade no distrito urbano do Sambizanga. Tem merecido apoio da administração e da polícia local.

Denominados “Turma do Apito”, andam por todo Sambizanga com catanas, facas, paus, machados, porretes e outros objectos contundentes, amando do administrador do Distrito, o famoso Tomás Bica.

Estes grupos que mais se parecem milícias, circulam mascarados e vestidos de preto a procura de não sei o quê. Dizem que são os guardiões do Sambizanga, estão aí para repor a ordem e segurança, relegando os órgãos de segurança e defesa para segundo plano.

Esta prática, esteve em debate hoje na MFM, e remete-nos aos anos 90, quando o MPLA, UNITA e a FNLA disputavam a capital do país, criando, cada um, o seu próprio esquadrão e estabelecendo às suas normas sociais, tendo sido vários cidadãos maltratados maquiavelicamente

Na última semana, o Na Mira do Crime foi contactado por um jovem que deparou-se com estes “bandidos”, que circulavam em número superior a 20, com machados e catanas e teve que fugir da “Turma do Apito”, porque temia pela sua integridade física.

Estas pessoas que pensam que podem estabelecer normas sociais, têm que ser imediatamente desmantelado pelas autoridades e conduzidos à justiça, porque não se pode admitir que o povo por si só tome decisões dessa natureza, com o beneplácito das autoridades do Distrito.

É importante que Tomás Bica saiba que está a cometer uma ilegalidade, ao criar este grupo de bandidos, e ser responsabilizado imediatamente.

É importante que a Polícia Nacional e o Serviço de Investigação Criminal tenham em redobrada atenção estes grupos que agem à margem do Estado, e que criam justiça por mãos próprias. Ao Comandante-geral, que saiba ‘desbaratar’ estes grupitos e que ordene o comandante do Distrito do Sambiza a fazer o seu devido serviço, que é manter a ordem e a legalidade, uma vez que esta situação está a se ramificar pelo Cazenga dentro.

Durante o reinado de quatro meses a organização apresentou os resultados das suas actividades a uma assembleia que contou com a presença de membros do executivo local, da Polícia Nacional e da sociedade civil.

Em tempos, a TV Zimbo fez uma reportagem no Sambizanga, apresentou estes elementos que mais se pareciam a ‘kazumbis’ perfilados num largo, como se de unidade de polícia se tratasse.

O mais grave, é que estas pessoas, inclusive, já estabelecem recolher obrigatório no Sambizanga. Já convocam encarregados de educação para reunir.

A polícia e outros órgãos de defesa têm treinamentos métodos para combater qualquer bandido e grupo que atenta contra a segurança pública. Não pode ser que um município ou distrito queira criar o seu próprio ordenamento, liderado por um administrador qualquer, como se estivesse numa república à parte.

 

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