PGR arresta um imovél da empresa Jefran

O Empresario angolano Francisco Silva, director da JEFRAN diz ser vitima de uma campanha de intoxicação por parte de individuos de má fé. " Estamos reunidos com os advogados e vamos seguir o caso"

Jonas Pensador

Repórter Angola

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Francisco Silva, Director Executivo da JEFRAN, admitiu em exclusivo ao Repórter Angola, perseguição por ser Jovem Empresário de 42 anos, Natural de Malanje e por ser Negro.

“A Procuradoria-Geral da República, por ordens do Tribunal Provincial de Luanda, confiscou, na manhã desta quarta-feira, 07, vários bens da empresa Jefran”.

O empresário Francisco Silva, disse tratar-se de um edificio da JEFRAN e não toda vila de Jericó.

” se fosse um branco ninguém lhe prestava atenção, mais como Eu sou um negro de malanje, as pessoas querem falar, o arresto não é uma solução até porque o Tribunal ainda não concluiu com o processo que segue seus tramites legais”.

Francisco lamenta a forma está a ser acusado e tratado pelos lesados e pela imprensa.

“estou aberto para receber todos meus clientes e sentarmos a mesma mesa para negociarmos e encontrar soluções, porque tem que me dar tempo para poder trabalhar e não podem por exemplo desejar que Eu morra para irem cobrar divida ao difundo ou não me podem querer que eu vá preso para irem cobrar a divida ao presidiário, temos que estar aqui para trabalhar e resolver os problemas dos clientes” desabafou o Jovem Empresário.

De acardo com o Correio da Kianda,  “a Procuradoria-Geral da República, que confidenciou a este jornal, na manhã de hoje, os primeiros bens a serem arrestados pelos oficiais da Polícia Nacional e da PGR, que se fazem acompanhar dos lesados, foram as vilas Jericó e a Master Seguros, ambos localizados no sentido Via-Expressa, estando na mira dos arrestos todas as empresas e vilas ligadas ao grupo Jefran, Xico Bless e Francisco Silva, com destaque para a Clínica Anjos da Guarda” facto que não condiz com a verdade.

Em entrevista ao Repórter Angola, o empresário admitiu recentemente de que decorre um processo civil e administrativo, no Tribunal Provincial de Luanda que envolve 103 lesados, mais o assunto está a ser resolvido.

A par da queixa, o órgão de defesa do consumidor interpôs uma providência cautelar no Tribunal Provincial de Luanda e apresentou uma denúncia pública à Procuradoria-Geral da República, na mesma data, por incumprimento contratual e violação de direitos económicos dos consumidores.

A empresa Jefran celebrou contratos de venda de casas nos regimes de pré-pagamento e de renda resolúvel, no período entre 2010 e 2017.

No início deste mês, o empresário Francisco da Silva, citado pelo Jornal de Angola, declarou que possui dívidas de 95 milhões de kwanzas (128 mil euros) e diferendos por resolver com 103 clientes, depois de pagar reembolsos a 150, número que é contestado pela parte dos lesados.

O empresário disse que teve igualmente prejuízos de 58 milhões de dólares (49,3 milhões de euros), devido a um conjunto de problemas, entre os quais a pandemia de covid-19, questões administrativas e financeiras, conflitos de terras, a situação cambial e dificuldades na aquisição de materiais de construção no país.

Francisco da Silva afirmou ter 200 casas prontas para entrega e considerou “justas” as reclamações dos clientes devido à demora, que “causou impaciência”.

 

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