Elisa Gaspar acusada de alterar estatutos da Ordem dos Médicos de forma secreta, desmente informações

Elisa Gaspar, bastonária da Ordem dos Médicos, destituída em Assembleia Geral e que aguarda o julgamento do Tribunal Supremo que aprecia o caso do seu afastamento, é acusada pelos médicos de que terá se aproveitada do silêncio do Tribunal para alterar os estatutos da Ordem, sem o consentimento da Classe médica do País, segundo fontes do Repórter Angola, informações já desmentidas pela acusada.

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Repórter Angola

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Segundo dados avançados ao Repórter Angola por fontes da classe médica, a  bastonária acusada de ter desviado mais de 19 milhões de Kwanzas e gestão danosa que precipitou o seu afastamento perante uma Assembleia Geral extraordinária, atendendo a demora do tribunal constitucional em apreciar a decisão, ” Elisa Gaspar está a alterar os estatutos da classe de forma secreta” disse o médico.

Outra inquietação é de um dos colégios de especialidas

“Fomos informados que a “Bastonária” alternou o (os) estatuto (os) da Ordem dos Médicos da República de Angola sem o conhecimento da Classe Médica. Remeteu a proposta ( do estatuto já alterado) aos presidentes dos Colégios de Especialidade para apreciação e posterior aprovação. Além disso, oficiosamente tomamos conhecimento de secretamente estar a criar condições para as próximas eleições.” lê-se em nota que o RA teve hoje acesso.

Sem gravar entrevista a Pediatra de profissão, acusada, nega estar a fazer algo a margem da classe, pelo que convidou o Repórter Angola a visitar a sua sede.

Já nos escritórios da ORDEMED, Elisa Gaspar disse que trata-se de um projecto de revisão dos estatutos que se iniciou nos finais de 2019, que só agora está a ser implantado e nega ser verdade de que seja de forma secreta.

“Aqui estão os comprovativos, mandamos cartas para todos Representações Providências da Ordem dos Médicos, mandamos para Direcção Nacional dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde, para publicitar , enviamos ainda para Presidentes dos colégios de especialidas” explicou em reação ao suposto secretismo.

Documentos em posse deste portal, com data de 21 e 24 de Maio, confirmam a convocatória, mas Elisa Gaspar se recusou a responder sobre a sua destituição e da existência de uma comissão de gestão.

“Os estatutos são claros, apenas a bastonária é que tem a competência de convocar uma Assembleia Geral da classe, dos moldes em que o fizeram, não é legal” para quem nunca viu nenhuma comissão de gestão na instituição ” estamos aqui a trabalhar, se fosse destituída não estaria aqui” respondeu de forma arrogante.

O Repórter Angola sabe que o anteprojeto em apreciação, já está a recolher contribuições de várias províncias, mais o que inquieta a classe é a alteração de 4 capítulos. Isto é: a alteração do número de mandatos que sai de 3 para 4 anos na presidência da Ordem, a redução de dois terços para 15 membros, o número de poderes de decisão para votação de qualquer matéria, e a introdução de um novo figurino “Conselho de Ministros”, isto é, para que uma decisão da Ordem, quer seja alteração dos estatutos, convocatória para Assembleia Geral, as suas actas devem ser aprovadas pelo Conselho de Ministros, descrevem os profissionais.

Os actuais estatutos da classe datam de 1997.

 

 

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