Eleições 2022: Contributo dos partidos políticos para uma conduta cívica nas eleições, foi refletido em mesa redonda

Foi realizado uma mesa redonda na manhã desta quarta-feira 10 de Agosto, na cidade de Bengala, província com mesmo nome, com os tema: "Contributo dos partidos políticos para um processo eleitoral. A organização foi da ONG-OLIKONGELO.

DR

Repórter Angola

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O certame teve a participação do Bloco Democrático, Partido Nacionalista Angolano (P-NJANGO), a ADRA e a polícia nacional.

Estiveram ausentes os partidos políticos MPLA (Movimento Popular de Liberação de Angola), UNITA (União Nacional para Independência Total de Angola), PHA (Partido Humanista de Angola), FNLA (Frente Nacional de Liberação de Angola), APN (Aliança Patriótica Nacional), PRS (Partido de Renovação Social) e a Coligação CASA-CE (Convergência Ampla de Salvação de Angola Coligação Eleitoral) e também a representação da CNE (Comissão Nacional Eleitoral) órgão que está a conduzir o processo eleitoral.

O presidente da ONG-Olikongelo, Leonel Vieira Lopes da Silva disse que objetivo do encontro é apelar os dos partidos políticos para passarem uma mensagem de paz.

“Dialogamos com os partidos políticos de como estão a passar as suas mensagens nesse período, “visto que estamos numa fase de campanha, depois vem o período de voto, e para nós Elikongelo, achamos ser um período mais importante, no processo de democracia para o
desenvolvimentoo do país”, realçou, agradecendo os partidos políticos pela maturidade de como estão a conduzir o processo eleitoral.

O Bloco Democrático que foi representado por Zeferino Kuvingwa,fez saber que o seu partido não concorre nessas eleições gerais, mas que os seus dirigentes integraram na lista da UNITA.

Zeferino Kuvingwa disse que no programa do governo Inclusivo e Participativo (GIP) da UNITA, o seu partido fez parte e não mostrou dúvidas de que não será aplicado quando a UNITA for governo, segundo fez saber “apartir de 24 do corrente mês”.

Citando alguns pontos do GIP, aquilo que foi aproposta do BD, é apostar no investimento público que proporcione a criação de emprego, para que se crie estabilidade financeira das famílias, e na base disso, está o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável.

“Por farta disso, nós temos crianças na rua e de rua faz tempo”, frisou, salientando que esse é o grande problema do estado angolano, acusando o governo do MPLA que está em fim de mandato de empobrecer os angolanos.

O também candidato a deputado à Assembleias nacional, assegurou que para o seu partido, a melhor forma de governar, é criar condições de empregabilidade ao angolanos, tendo acusado o partido no poder, “nesses últimos dias, a prioridade do governo do MPLA, é reter os dinheiros do Estado para um pequeno grupo e empobrecer os angolanos e num momento desses, se tornam senhores e os outros apanham megalhas”, acusou.

Concluído a sua nota introdutória, de acordo com Zeferino Kuvingwa, o problema de Angola, está na má utilização dos dinheiros do país.

Já o presidente Executivo provincial do P-njango, José Palata, fez saber que um dos proglema do seu partido, acenta na segurança pública, no combate à fome, que para ele, está a fustigar a sociedade angolana.

“Não poderia existir mais fome em Angola aos 46 anos. Existe por mal governação do partido no poder”.

Sublinhando, “primeiro, é apostarmos pelos sectores produtivos, como na agricultura, nas indústrias”, sublinhou, salientando que, é preciso investir nos agricultores e capacita-los.

E a técnica comunitária da ADRA, em Benguela, Estrela Domingos, disse que os programas de governação dos partidos concorrentes à eleições gerais, são bonitos no papel.

A ADRA, vem trabalhando a bastante tempo com as comunidades no que diz respeito as eleições no interior da província. Sendo que os povos das comunidades têm dificuldades de informação e que têm informação antiga, dai que a ADRA, tem trabalhando duro para situar as comunidades na informação sobre as eleições gerais.

Exemplificando, Estrela Domingos citou a comuna da Equimina, município da Baía farta, que antes só existia um partido político que é, o partido no poder.

“Lá a ideia era só existir um partido. Não tinha abertura de entrar mais outro partido. Com a ADRA, eles já podem perceber que existem outras partidos políticos”, disse.

Aquela agente comunitária da ADRA, mostra-se satisfeita por não ter registado casos de intolerância política nas aldeias e nas comunas nos últimos dias, ao contrário dos pleito anteriores, “para nós é um ganho”.

Estrela Domingos faz saber ainda que a ADRA está a formar jovens para monitorar as eleições gerais de 24 do corrente mês nos municípios do Cubal e Baía farta, um momento que a CNE só facilitou para observar as eleições, 3 agentes por cada organização da sociedade civil.

Em nome da polícia nacional, esteve o chefe do departamento e comunicação e imprensa, Superintendente Ernesto Pedro Chiwale, que disse que, nessas eleições gerais de 24 do mês, seja qual for o partido que ganhar, só vai correr bem se ouver segurança.

“Nenhum programa de partido político concorrentemente anseia, se não ouver segurança. Segurança é um papel preponderante, para que os programas de governação, quem vencer se concretize”.

E apela os partidos políticos concorrentes de forma a pautarem na armonia, na paz e no bem estar das populações.

“Nós temos estado acompanhar as direções de cada formação política,que está a fazer no sentido de caçar o voto”, disse, acrensetado que estão igualmente atentos nas narrativas.

“Nós gostaríamos que os partidos políticos enquanto instituições do Estado, contribuísse na conduta cívicas dos seus militantes, e também induzissem um comportamento no mesmo espírito da sociedade, de acordo com os seus estatutos, as agendas e as suas narrativas”, apelou.

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