Efectivo da Polícia acusado de homicídio

Um agente da 8ª Esquadra da Polícia Nacional, no Distrito Urbano do Rangel, acusado de ser o autor do disparo que causou a morte do jovem Carlos Vaz da Silva, no mês passado, foi apresentado, na segunda-feira, ao Ministério Público.

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O agente, que está detido deste sexta-feira, esteve envolvido numa operação, no dia 25 de Junho, na rua 27 do Reordenamento do Rangel, município de Luanda. Na ocasião, o agente fez um disparo, quando tentava apanhar um suposto marginal, que se refugiou num beco.

Uma fonte do SIC informou que o agente pertence ao Serviço Sector (apoio ao SIC) da 8ª Esquadra.

Segundo a fonte do Serviço de Investigação Criminal, pelo facto de o processo estar na fase de instrução preparatória, não deve fornecer mais informações, nem a identidade do detido.

“O agente, autor do disparo que vitimou o jovem Carlos, não pertence ao SIC, mas sim à Polícia Nacional, que colabora com o SIC. Pertence ao Serviço Sector da 8ª Esquadra, no Comando do Rangel”, frisou a fonte.

Carlos Vaz da Silva, 18 anos, morreu na sexta-feira, 26 de Junho, no Hospital Américo Boavida, em Luanda, depois de ser atingido na cabeça. Na altura suspeitou-se que o autor do disparo fosse um agente do SIC. Segundo testemunhas, o malogrado estava na rua, a conversar com amigos. Ao se aperceberem da presença de elementos do SIC, todos fugiram para um beco, a fim de escapar de uma possível detenção.

Um dos seis agentes do SIC fez um disparo que atingiu Carlos Vaz da Silva, que acabou por perder a vida, já no Hospital Américo Boavida.

Antónia Alberto, uma das testemunhas, revelou que alguns supostos agentes do SIC, quando actuam na zona, intimidam os moradores com disparos anárquicos, falta de respeito ao se dirigirem aos cidadãos, arrogância e detenção de jovens sem causa.

Devido a esta situação, acrescentou, “os jovens, sempre que observam a presença destes indivíduos no bairro, fazem de tudo para evitar o contacto com eles, metendo-se em fuga”.

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