Duas Mulheres que mataram os 4 filhos foram detidas pela Polícia

Duas mulheres angolanas foram detidas, acusadas de assassinar os filhos em dois casos distintos, num total de quatro crianças mortas, durante a semana passada, informou hoje a polícia de Luanda.

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RNA

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Segundo o porta-voz do comando provincial de Luanda da polícia, Nestor Goubel, no primeiro caso, a mulher está a ser acusada do crime de homicídio voluntário por esfaqueamento, pela morte dos 3 filhos de 09, 07 e 04 anos.

O crime terá sido cometido quando a mulher retirou as crianças da casa do ex-marido, tendo no meio do caminho entrado para uma residência inacabada e esfaqueado os filhos de 09 e 07 anos, que tiveram morte imediata.

A terceira criança foi socorrida por populares, que a levaram para um hospital, mas acabou por falecer devido à gravidade dos ferimentos.

 

Uma outra criança conseguiu fugir, disse à Lusa Nestor Goubel.

O porta-voz da Polícia de Luanda salientou que, no outro caso, a mulher é suspeita de ter matado o filho de 01 ano.

Nestor Goubel frisou que os vizinhos ouviram os gritos da criança e intervieram, mas esta acabou por falecer.

Luzia dos Santos Ngongue, de 28 anos de idade, está a ser acusada de ter matado à facada a sua filha, de um ano de idade, na última Sexta-feira, no município do Cazenga. Luzia terá aberto a barriga da criança e comido a tripa, em resposta a um suposto pacto de feiticismo.

 

O crime aconteceu no município do Cazenga, bairro Antonov, rua do Taff, na Sexta-feira, 17, por volta das 22 horas. Luzia, a quem recai a desconfiança de ultimamente não estar bem psicologicamente, é acusada de ter matado a sua filha de um ano para dar resposta a um pacto de feiticismo.

 

Conta o jovem Valentim Geraldo, sobrinho da acusada, que, a data dos factos, depois de a família ter ouvido muitos choros da bebe, ao procurarem saber o que se passava, encontrarem a mãe com uma faca a abrir a barriga da pequena que em vida se chamou Vivian.

 

Logo que entrei, vi ela abrir a barriga da criança, retirou-lhe a tripa e pôs-se a comer. De seguida, pendurou o que restou na cintura, e começou a nos ameaçar com a faca que tinha nas mãos. Ficamos apavorados e pusemos-nos a correr. Mais tarde conseguimos retirar a faca dela, a criança já estava morta, disse.

 

Próximo do bairro há uma esquadra da polícia e a cidadã foi imediatamente detida. Quando questionada sobre a razão da sua atitude, segundo o sobrinho, Luzia respondeu aos agentes do SIC que tirou a vida de sua filha, e não a dela própria, porque lhe pediram o sangue de outra pessoa.

 

Por seu turno, Feliciana Chiteculo, tia da acusada, conta que no mesmo dia do homicídio, no período da manhã, foi noticiada pelos filhos e vizinhos que a sua sobrinha estava a causar distúrbios na vizinhança. Por volta das 14h, quando a tia ainda estava na praça seu local de trabalho, recebeu a ligação da 10º esquadra, dando conta de que a sua sobrinha estava detida.

 

Disse-lhes que era melhor mantê-la detida, porque estava a fazer muita confusão. Depois o marido foi, em companhia dos meus filhos, pedir que soltassem. O estranho é que a jovem discutia com o marido dizendo que já combinaram, que fizeram um pacto e pedindo para que ele não deixasse no caixão, afirmou.

 

A nossa interlocutora falou ao OPAIS que a policia disse que, se concluir que a acusada sofre de perturbações mentais, poderá ser posta em liberdade, facto que deixa preocupada uma vez que Luzia tem perseguido a sua filha, de 17 anos de idade, que se encontra gravida.

 

Feliciana Chiteculo presume que a sobrinha esteja enfeitiçada ou terá recebido feitiço para o marido pudesse ascender de patente na Forças Armadas Angolanas (FAA). A desconfiança de que sofre de perturbações mentais aparece também porque, junto da vizinhança, tomamos ainda conhecimento de que Luzia vem acusada de ter ferido gravemente, nas imediações da administração do Cazenga, uma jovem. Deu-lhe mais nem menos, com martelo na cabeça. A jovem só não perdeu a vida porque foi socorrido no hospital dos Cajueiros.

 

A acusada é mãe de quatro filhos, dos quais três estão com a sua mãe na província de Benguela, e o quarto filho é a Vivian, que foi morta na ultima sexta feira.

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