DESVIO MILIONÁRIO NA ORDEM DOS MÉDICOS ?: Elisa Gaspar não justifica mais de 290 milhões

Braço de ferro na Ordem dos Médicos faz vazar documentos que comprometem a antiga Bastonária Elisa Gaspar, com contas por justificar a atingir os 290 milhões de Kz, caso 19 milhões denunciados pelo antigo director foi apenas um dos saques, Médicos apelam PGR para actuar e indiciar Elisa Gaspar ao crime de gestão danosa e peculato.

Jonas

Rerpórter Angola

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“Elisa Gaspar tem de esclarecer 298.386.822, 63 kz exigem os médicos” , em declarações exclusiva” ao Repórter Angola.
segundo documentos internos da Inspencção geral do Ministerio das Finanças que este portal teve hoje acesso, o MINFIN atribuiu 1.011.366. 788, 88 kz em 2019 à Ordem dos Médicos , um valor acrecentado pelo Ministerio da Saúde foi de 19.800. 000 kz a 23 de Março do mesmo ano.

entretantoe valor sumiu das contas da Ordem no Banco BCI com numero da Conta 01826123.10.1.
segundo fontes do Ministerio das Finanças, este valor foi justificado com execução orçamental num total de 1.309 753 104, 14kz tendo ficado um remanescente de 290. 386. 321 kz por justificar e até hoje nunca recebemos nada da Bastonária” adiantou a mesma fonte.
Entretanto o Repórter Angola sabe que entre 08 Abril a 26 de Agosto do mesmo ano de 2019, um montante no valor de 22. 954 375 Kz foi recebido pela Ordem dos Medicos via transferências ao Ministerio da Saúde, neste montante a Ispencção detectou ainda que apenas 12 596 552, 37 encontra-se suportados documentalmente e o restante 10.357 822, 63 por justificar na sua execução financeira. Esta justificação até ao fecho desta materia não tinham ainda sido feito.

reporterangola.info/…/CFRN-MA-GESTAO-DE-FUNDOS-DA-ORDEM-Prova-da-Inspecao-das-Financas.pdf

a Organização da Mulher Angolana OMA, também foi citada no mesmo relatório de Inspeção das Finanças, como tendo sido uma das financiadoras da Ordem que garantem apoio a Elisa Gaspar.

Contactada a Bastonária Elisa Gaspar, garantiu ao Repórter Angola que ” quando lá cheguei encontrei uma divida de salarios em atrasos e pagamos 10 milhões em Salários” e adiantou que nos próximos dias poderá apresentar uma base documental que comprovam as despesas do referido 22 milhões.
fontes deste Jornal enviaram um prova documental onde consta uma divida montante de 21.497.242 Kz que não foi certificado pela equipa da Inspencção do Ministério das Finanças.

uma fonte interna disse não saber porquê razão a ” Dra Elisa Gaspar ainda não foi presa ou acusada de peculato e gestão danosa”, visto que a Ordem dos Médicos é uma instituição Publica por isso têm no OGE um montante destinado a esta associação, por isso o Tribunal de Contas , tinha o dever de pedir contas.

“ainda pagou o Bilhete de passagem para ida ao Brasil do seu primeiro filho, com dinheiro da Ordem” disse um membro da Classe médica angolana.

Num comunicado à classe médica, enviado ao repórter Angola, em gesto de esclarecimento , sobre acusação deste portal de que a Região Norte pedia patrocínios e recebia dinheiro do Ministério da Saúde sem o consentimento da Ordem, o médico  Jeremias Agostinho, que preside ao conselho executivo da região norte da ORMED, afirma que o organismo “não recebe e nunca recebeu qualquer quantia monetária” da direção da Ordem.

O conselho regional norte “nunca recebeu qualquer quantia monetária da direção da Ordem, ou seja, da bastonária para a implementação do seu plano de ação”, afirma Jeremias Agostinho, que assina o documento, num novo episódio da guerra interna da ORMED que culminou na suposta destituição, no sábado, de Elisa Gaspar.

Jeremias Agostinho responde assim às informações que circulam nas redes sociais sobre um pedido de patrocínio solicitado pelo conselho norte ao Ministério da Saúde, afirmando que o conselho “não possui uma conta bancária, espaço físico e nem orçamento para as suas atividades”.

Segundo Jeremias Agostinho, a não realização do I Congresso dos Médicos Internos de Angola, agendado para março passado, e entretanto cancelado por falta de apoios, levou aquele conselho a solicitar apoios financeiros a várias instituições, entre as quais o Ministério da Saúde.

“Todas as instituições negaram ceder o patrocínio, alegando falta de apoios financeiros em função da crise financeira que o país atravessa e, no caso do Ministério da Saúde, o motivo foi o insuficiente orçamento agravado pela iminência da covid-19 em Angola”, lê-se no documento.

Numa carta que circula nas redes sociais, assinada por Elisa Gaspar, datada de 30 de janeiro de 2020 e enviada à ministra Saúde angolana, Sílvia Lutucuta, a bastonária diz que a ORMED “não teve conhecimento do pedido feito à ministra e nem do referido congresso”.

“O senhor Jeremias Agostinho, presidente do conselho regional norte, há bastante tempo que deixou de comparecer na Ordem”, sublinha a carta.

Jeremias Agostinho associa a rejeição de apoio por parte do Ministério da Saúde à carta da bastonária, considerando o posicionamento de Elisa Gaspar como um “ato de sabotagem”.

“Aproveitamos para informar que, durante muito tempo, as atividades e iniciativas do conselho regional norte foram sempre alvo de sabotagem por parte da bastonária. Sempre pugnámos pela democracia e transparência na gestão dos serviços da Ordem”, assegura.

Jeremias Agostinho, mestre em saúde pública, considera também “incompreensível todas as tentativas que foram envidadas no sentido de manter o conselho regional norte num órgão disfuncional”.

O conselho regional norte da ORMED compreende as províncias de Luanda, Bengo, Zaire, Uíje e Cabinda e no sábado passado aprovou, em assembleia-geral extraordinária, a destituição de Elisa Gaspar, elegendo uma comissão de gestão para promover novas eleições em 90 dias.

De acordo com a deliberação aprovada no final da assembleia-geral extraordinária e lida por Arlete Luyele, presidente da assembleia do Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos, além da destituição foi também decidido criar uma comissão de inquérito para analisar as irregularidades e promover uma auditoria independente.

Elisa Gaspar, há mais de um ano no cargo de bastonária, é acusada de “descaminho de fundos e gestão danosa” da instituição, entre os quais um alegado desvio de 19 milhões de kwanzas (256.000 euros), e de “outros gastos injustificados”.

A direção da ORMED anunciou, na segunda-feira, que a bastonária “continua em funções até ao final do seu mandato” e considerou a sua anunciada destituição como uma “tentativa de manipulação da opinião pública”.

Em nota de esclarecimento enviada à Lusa, o gabinete de comunicação institucional da ORMED diz que tomou conhecimento da suposta destituição da sua bastonária, Elisa Gaspar, por via da comunicação social.

Na terça-feira, o Conselho Regional Sul da ORMED saiu em defesa de Elisa Gaspar declarando que o processo que culminou na destituição está “eivado de irregularidades” e não tem efeitos jurídicos.

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