Desvio de Fundos: Álvaro Sobrinho acusado de desviar 500 milhões do BES Angola

O luso-angolano Álvaro Sobrinho foi na semana passada interrogado em Lisboa, no DCIAP, pelo Ministério Público, sob suspeita de ter burlado o antigo Banco Espírito Santo de Angola, a que presidiu, em cerca de 500 milhões de euros, segundo a imprensa Lusa que cita fontes do Tribunal e Advogado do acusado.

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Com CNN & Agências

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Objetivo passa por confrontar o ex-banqueiro com novos factos entretanto apurados – e eventualmente pela aplicação de novas medidas de coação, mais restritivas, que impeçam uma eventual fuga

O luso-angolano Álvaro Sobrinho foi na semana passada interrogado em Lisboa, no DCIAP, pelo Ministério Público, sob suspeita de ter burlado o antigo Banco Espírito Santo de Angola, a que presidiu, em cerca de 500 milhões de euros, apurou a CNN Portugal.

 

O dinheiro terá passado pela Suíça, por sociedades offshore, e por Portugal – alegadamente branqueado na compra de vários imóveis de luxo, como apartamentos no condomínio Estoril-Sol, e até no assumir de uma posição acionista na SAD do Sporting, através da sociedade Holdimo, com um investimento de 20 milhões de euros.

De resto, sabe a CNN, o objetivo da investigação, esta quinta-feira, passa por confrontar o ex-banqueiro com novos factos entretanto apurados – e eventualmente pela aplicação de novas medidas de coação, mais restritivas que o atual termo de identidade e residência, que atenuem o perigo de fuga de Sobrinho, que vive no estrangeiro, entre vários países por onde circula com grande mobilidade, nomeadamente através de jatos particulares.

 

Álvaro Sobrinho é suspeito em diferentes casos, mas o processo em questão diz respeito à forma como terá burlado o BESA na concessão de empréstimos milionários a terceiros, alegados testas de ferro, tendo os milhões em causa acabado em contas controladas pelo banqueiro.

 

Terá sido, segundo a investigação, o beneficiário efetivo de três empresas angolanas que receberam 352 milhões de euros do banco de forma injustificada. E Sobrinho terá ainda recebido, através de duas sociedades offshore, mais 148 milhões de euros – o que eleva a alegada burla para um total de 500 milhões.

 

O alegado esquema remonta ao ano de 2010, quando Sobrinho comprou, de uma só vez, seis apartamentos de luxo no Estoril-Sol. No ano seguinte, o Ministério Público abriu um processo por branqueamento de capitais, após denúncia da CMVM, e o juiz Carlos Alexandre ordenou o arresto de todos os imóveis – num valor estimado de 80 milhões de euros -, posição que acabou revertida no tribunal da Relação, pelo juiz Rui Rangel, numa decisão que acabou por levantar suspeitas de corrupção em relação a este último, no caso Lex.”