Depois das greves: Sindicalistas alertam Presidente para “precariedade” dos salários

Cerca de três Centrais sindicais angolanas alertaram esta quarta-feira 04, o Presidente angolano para a “precariedade” do poder de compra dos salários e defenderam um aumento do salário mínimo nacional, mais concertação social, além de enaltecerem "a abertura" de João Lourenço. O encontro surge depois de meses de greve dos médicos, dos trabalhadores da TCUL, da EPAL, da PGR e de outros sectores ligados a empresas estatais.

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Com Agências

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As posições constam de um memorando que foi entregue hoje pelos secretários-gerais da Central Geral dos Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), Francisco Jacinto, da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos – Confederação Sindical (UNTA-CS), José Laurindo, e da Força Sindical, Cleófas Venâncio.

 

A necessidade de mais concertação social, sobretudo nos setores da saúde e educação, em greve nos últimos meses, a precariedade do poder de compra dos salários e o aumento do salário mínimo nacional, plasmados no memorando, nortearam a conversa entre João Lourenço e dos líderes sindicais.

 

Francisco Jacinto, secretário-geral da CGSILA, saudou, à saída da audiência, que decorreu no Palácio Presidencial à Cidade Alta, em Luanda, a abertura de João Lourenço ao diálogo assinalando o momento como “um bom sinal”.

 

“Hoje é a segunda vez que somos recebidos e nós estamos agradecidos e é sinal de facto de abertura e nós, por isso hoje sendo a segunda vez que nos recebe, não deixamos de realçar a sua importância e a sua relevância”, disse em declarações aos jornalistas.

 

Segundo o responsável sindical, durante o encontro, os sindicatos, “enquanto defensores da classe trabalhadora”, colocaram as preocupações e o Presidente da República “garantiu, na medida do possível, orientar e fazer aquilo que é possível para resolvê-las”.

 

Trabalhadores angolanos marcharam no domingo, Dia Internacional do Trabalhador, pedindo mais dignidade, descanso semanal, salário condigno e férias pagas.