Curandeira mata criança de 13 anos em rituais de feitiçaria

Uma mulher, de 53 anos, curandeira, foi detida pela Polícia Nacional (PN), acusada de ter amarrado uma menor de 13 anos e submeter a menina a banhos de água a escaldar que provocaram queimaduras graves e a morte imediata da criança, durante um ritual macabro de purificação da alma para libertá-la da doença.

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Repórter Angola

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Tentava libertar criança de uma doença acabou por queimá-la até a morte.
Uma mulher, de 53 anos, curandeira, foi detida pela Polícia Nacional (PN), acusada de ter amarrado uma menor de 13 anos e submeter a menina a banhos de água a escaldar que provocaram queimaduras graves e a morte imediata da criança, durante um ritual macabro de purificação da alma para libertá-la da doença.

Este caso suscitou enorme polémica no município do Chitato, bairro Caxinde, ao ponto de a corporação explicar a ocorrência publicamente, para sossegar a população, garantindo que a autora do crime já se encontrava detida.

De acordo com o inspector-chefe Rodrigo Zeca, porta-voz da delegação do Ministério do Interior na província da Lunda Norte, o episódio ocorreu esta semana no interior da residência da suposta curandeira, no bairro Caxinde.

“Após os progenitores da menor se deslocarem à procura de tratamento tradicional para a filha, que, supostamente, padecia de uma doença, chegaram à residência da suspeita, e, segundo o pai da menor, a menina foi submetida a banhos de água quente, que lhe provocaram queimaduras graves e a morte imediata”, disse o oficial ao Novo Jornal.

Rodrigo Zeca referiu que a situação causou bastante polémica na zona e o pai da menor foi quem efectuou a denúncia às autoridades, descrevendo o sofrimento da filha quando lhe foi jogada água a escaldar no corpo.

“Após a denúncia, os efectivos da Polícia Nacional, destacados no Comando Municipal do Chitato, detiveram a suposta curandeira, acusada de homicídio voluntário, por supostamente ter queimado com água quente uma menor de 13 anos durante tratamento tradicional”, afirmou, sublinhando que o pai da criança accionou as forças da ordem, que se deslocaram ao local e procederam à detenção da suspeita.

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