Construtora Genea Angola acusada de estar envolvida em escândalo de terrenos

A Genea Angola, empresa de mobiliária e construção civil é acusada de querer se apropriar da uma parcela de terra de uma cidadã angolana. A denúncia foi feita hoje, pela queixosa, que alega existir um esquema entre a Administração do Talatona e a referida empresa.

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A cidadã que responde pelo nome de Victória Vicente, queixa-se de ser vítima de um “jogo de cintura” que envolve a Administração do Talatona e a empresa de construção civil Genea Angola. Segundo a queixosa, está em causa o seu terreno, localizado a escassos metros da ponte molhada.

 

Segundo a vítima, tudo começou no ano de 2006, quando esta, supostamente, iniciara um processo de negociação para a venda da referida parcela à Genea Angola, um acto que não chegou a ser “consumado” devido a falta de alguns documentos que a queixosa não dispunham na altura.

No ano seguinte, depois de ter regressado do exterior do país, com o seu cônjuge que se encontrava doente, tomou conhecimento que a empresa em causa já havia vedado o espaço, sem qualquer documento aparente.

 

“Em 2015, recebi o direito de superfície junto da administração e, seguidamente, o chefe da fiscalização, na altura, exigiu-me a minha cópia do bilhete e do meu marido para dar o fim do problema, mas, não foi o caso, fui enganada”, disse a queixosa, para depois acrescentar que havia sido enganada pelo então chefe da fiscalização, Divaldo Santos, que deu parecer a favor da Genea Angola.

Victória Vicente, que recentemente acabou de ser constituída arguida, diz que já recorreram as diversas instituições do Estado mas não há uma resolução aparente. “O Instituto Geográfico Cadastral de Angola-IGCA, apresentou-nos um mapa que reza que Genea Angola discute um outro espaço e não o meu. Apresentam documentos de um espaço situado no Vale da Maga, enquanto que o meu está situado no bairro da Onga”, palavras da queixosa.

Já o advogado da cidadã, em depoimento ao Factos Diários, disse que já fizeram várias reclamações sobre a perturbação do imóvel e que até agora não recebem respostas satisfatórias.

 

O Advogado, falou também da possibilidade de existir um “esquema” entre as instituições e a Genea Angola, por esta última ter apresentado documentos de um espaço com dimensão e localização diferente da sua cliente.