Caso Lussaty: Casa de Segurança do PR pagava salários de activistas, crianças e mulhers de generais, Namíbia e Zambianos

Operação Caranguejo desmantela rede de oficiais da casa de segurança do Presidente da República demitiam e inseriam pessoas que vivem no Uige, Luanda, Benguela, Huambo, Bié, Moxico, Malanje Huíla, Cunene, Cuanza sul, entre eles crianças e falecidos" muitas dessas pessoas recebiam salários, mas não conhecem o local onde funciona a instituição. também inseriram no sistema financeiro da casa militar, namibianos com destaques para as amantes e zambianos da tribo Vikuakuandos. No mesmo dossier, cada dirigente tinha o direito de inserir suas esposas, filhos e sobrinhas.

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NMC

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Informações chegadas à redacção do NA MIRA DO CRIME apontam que a Casa de Segurança do Presidente da República ordenou o Comandante Correia, da Casa militar do Cuando Cubango a entregar uma lista completa, onde constam os seus bens e de outros oficiais com quem trabalha. O Cadastramento que está a ser realizado detectou  que há muitas mulheres e crianças nas folhas salariais na Casa militar.

Em conversa mantida com Correia, este acusou o falecido administrador de Menongue, Júlio Vidigal, de ser o mentor da inserção de Mulheres, crianças e outros que não deviam fazer parte da casa militar, porque Vidigal era, por muito tempo, administrador financeiro da Unidade.

Segundo Correia, quando o ex— Governador Provincial, Pedro Mutindi  exonerou Vidigal do Cargo de Administrador Municipal do Rivungo e o nomeiou  para o Cargo de Administrador Municipal do Menongue, foi quando este,  e o  Atanásio Lucas José , Inácio, Abreu Jamba, Kassuata , João Baptista Chindandi e Meni ‘tomaram de assalto’ o sistema financeiro da casa militar do Cuando Cubango , alterando tudo.

“Começaram a demitir e inserir pessoas, até inseriram pessoas que vivem no Uige, Luanda, Benguela, Huambo, Bié, Moxico, Malanje Huíla, Cunene, Cuanza sul, etc”, revelou a fonte, acrescentando que muitas dessas pessoas recebiam salários, mas não conhecem o local onde funciona a instituição.

A fonte avançou que também inseriram no sistema financeiro da casa militar namibianos com destaques  para as amantes e  zambianos da tribo Vikuakuandos.
No mesmo dossier, cada dirigente tinha o direito de inserir suas esposas, filhos e sobrinhas.

Algumas vagas eram vendidas aos professores, enfermeiros e bancários. Com o encerramento da Agência Bancária Mwene Mukuva , perto de 12 bancários foram inseridos tendo pago, por pessoa, 1 milhão de Kwanzas.

Depois dessas revelações, a Casa de Segurança, em Luanda, baixou a orientação que obriga um novo cadastramento, revistas nas residências dos Chefes da casa militar do Cuando Cubango,  nas suas fazendas, bem como declarar onde  e como conseguiram aqueles bens, dentre móveis e imóveis.

O referido cadastramento também detectou que vários atletas do Cuando Cubango Futebol clube foram inseridos  na folha salarial  da casa militar do Presidente da República, com salários de   Majores, Capitães, Tenentes e, no fim do contrato, a vaga do atleta  é comercializada para quem tiver acima de um Milhão  de Kwanzas.

Medicamento que vem de Luanda para o quartel é comercializado nas farmácias 

O NA MIRA sabe que, o medicamento que vem de Luanda para o quartel é comercializado nas farmácias, postos Médicos de Menongue até já há medicamentos que vêm para casa militar do Cuando Cubango e depois de serem desviados regressarem para Luanda onde também são comercializados.
A Alimentação é vendida nas lojas e cantinas.

Activistas inseridos na folha de salário

Segundo a fonte que pediu anonimato, a culpa toda não recai só sobre falecido Júlio Vidigal, Atanásio Lucas e Comandante Correia, já que o MPLA também  está a “fazer desmandos na casa militar do Cuando Cubango, porque tem obrigado o Comandante a inserção de vários activistas  bem como dirigentes na Casa militar, a exemplo de Paulo Rossango, Manuel Domingos Mira Luchaty, Dário Simão José, Afonso Mukanda, Roberto Biwango, Canon Da Costa, Abias Kavuvi, para alem de tantos outros do Comité Municipal e Provincial.

O dinheiro da Casa Militar, desde a era do Presidente José Eduardo dos Santos, era usado para corromper e encenar rendição de quadros da UNITA para integrar o MPLA.

De referir que as encenações atingiram o pico quando alegadamente os órgãos de comunicação social estatais anunciaram a rendição de 20 mil ex—militares da UNITA, quando este partido apenas tinha 12 mil, na província.

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