Cabinda têm apenas uma Biblioteca para mais de 800 mil habitantes.

A província angolana de Cabinda, rico em ouro negro, o enclave tem apenas uma biblioteca móvel de contentor em funcionamento, para mais de 60 mil estudantes e outra com poucos livros, pertencentes a universidade 11 de Novembro, onde o acesso é difícil. O Professor e Activista Alexandre Nsito aponta o desleixo das autoridades , como forma de interesses políticos para que "os Cabindas" não saibam de ler “essa é a nossa única biblioteca, está aqui e com poucos livros” mostra, indicando o dedo.

Daniel Frederico

Repórter Angola

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O incentivo a cultura de leitura é renegado aos habitantes de Cabinda, ao norte do País, um enclave rico em petróleo que conta apenas com  uma biblioteca móvel, montado em espécie de um contentor, estacionado defronte à direcção provincial da Educação em Cabinda, constatou o Repórter Angola.

“essa situação é antiga, Mawete deixou, Aldina da Lomba deixou e Eugénio Laborinho deixou, de certeza que Marcos Nhunga também não irá resolver o assunto, eles não se interessam com a cultura de leitura dos jovens” denuncia Professora Benvinda Cindione

Uma ronda efectuada pelo Repórter Angola, na província angolana de Cabinda, rico em ouro negro, descobriu que aquele enclave tem apenas uma biblioteca em funcionamento para mais de 60 mil estudantes e outra com poucos livros, pertencentes a universidade 11 de Novembro.

O Professor e Activista Alexandre Kwanga Nsito aponta o desleixo as autoridades , como forma de interesses políticos para que “os Cabindas” não saibam de ler “essa é a nossa única biblioteca, está aqui e com poucos livros” mostra indicando o dedo.

Para o Jovem coordenador da ONG CDH, “o Governo Central de Luanda nunca mostrou interesse em investir na educação em Cabinda, porque entende que, formar quadros nesta província crescerá os movimentos de reivindicações  e de pressão para acelerar a luta pela independência do enclave” frisou.

Estudantes e professores do município do Belize e Bucu Zau, manifestaram preocupação com a falta de uma biblioteca, uma situação que tem dificultado a realização de pesquisas académicas.

alguns discentes e docentes apelaram, por esta razão, às autoridades administrativas a criar uma biblioteca pública, mesmo dentro das escolas locais como forma de promover também o gosto pela leitura nos jovens e crianças dos dois  municípios.

Para o estudante Germano Macaia, disse ao R.A que  a falta de biblioteca está a causar enormes transtornos na realização dos trabalhos de pesquisa orientados pelos professores, devido ao facto de não haver alternativas para dar solução à carência de material de estudo. “O município  não dispõe de locais para consulta bibliográfica e perante a necessidade da realização de trabalhos de investigação científica somos obrigados a recorrer à cidade de Cabinda ontem tem uma Biblioteca publica móvel de contentor que também não têm mais de 3 mil livros”, disse.
O professor Gimbi assinalou que o facto de não haver um espaço com material para pesquisa académica impede os estudantes de executarem trabalhos práticos, afectando o ensino.
O docente apelou às autoridades administrativas a promoverem a construção de uma Casa da Juventude e dotá-la de meios tecnológicos ligados à rede da Internet.

O território é um enclave  angolano, sendo limitado ao norte pela Republica do Congo, a leste e ao sul pela RDC e a oeste pelo oceano Atlântico, conta com mais de 801.374 habitantes, segundo dados do ultimo Censo populacional de 2014.

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