Bento ‘Kangamba’ impedido de sair do país, viajou para Portugal

O presidente do Kabuscorp do Palanca, Bento dos Santos Kangamba, foi a Portugal nas últimas semanas de Novembro até 24, em busca de soluções e parceria para a equipa da rua F, ignorando as restrições aplicadas pela PGR, a quando da sua detenção na província do Cunene.

Agostinho dos Santos

Repórter Angola

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Tenente-general reformado das Forças Armadas Angolanas foi detido e, após interrogatório, ficou sujeito a termo de identidade e residência, a proibição de saída do país e a apresentação periódica às autoridades.

Considerado no Brasil como pai da pirâmide de prostituição internacional, com interdições de entrada no território francês, e acusado de ter usado em proveito próprio cerca de seis milhões de dólares (cerca de 5,4 milhões de euros) “que lhe teriam sido entregues a pretexto de financiar uma campanha do seu partido [MPLA, partido no poder]”, o genro do ex-presidente José Eduardo dos Santos começou a ganhar a confiança de João Lourenço com aproximar das eleições, visto que é o homem das massas indicado para propaganda e mobilização das zonas urbanas do partido.

De 14 a 22 de Novembro, Bento Kangamba viajou para Portugal em busca de parceria com o Club Benfica de Lisboa para o seu Kabuscorp do Palanca, sem no entanto lhe ser aplicada qualquer restrição na sua deslocação, já que o mesmo encontra-se sob medida de coacção ” termo de identidade e residência”, com proibição de se ausentar da capital angolana Luanda.

Em 2 de março de 2020,  uma fonte judicial, anunciou que  Bento “Kangamba”, que foi  ouvido na Direção Nacional de Ação Penal e foi posto em liberdade, ficando sujeito a termo de identidade e residência e apresentação periódica às autoridades e não poderá ausentar-se do país.

 

Bento ‘Kangamba’, que foi detido na província do Cunene, no sul de Angola, junto à fronteira com a Namíbia é suspeito de ter usado em proveito próprio cerca de seis milhões de dólares (cerca de 5,4 milhões de euros) “que lhe teriam sido entregues a pretexto de financiar uma campanha do seu partido [MPLA, partido no poder]”, indicou a mesma fonte.

Na altura da detenção foram apreendidos uma pistola e valores em kwanzas (moeda angolana) e rands (moeda sul-africana) cuja quantia não foi divulgada.

O general angolano contestou, no entanto, que estivesse a tentar fugir do país, e afirmou naltura que tem colaborado com a justiça angolana, no sentido de pagar a dívida contraída, sem detalhar qual o valor da mesma ou quem são os credores.

O general Bento dos Santos ‘Kangamba’ foi detido junto à fronteira com a Namíbia por suspeita de “burla por defraudação” e fuga, anunciou no sábado a Procuradoria -eral da República (PGR) de Angola.

 

Em causa estão indícios de “prática do crime de burla por defraudação”, segundo as autoridades angolanas, que salientaram, que o general foi detido na província do Cunene, no sul de Angola, quando tentava fugir para a Namíbia.

 

Bento ‘Kangamba’ casou com uma sobrinha do antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos, é dono do clube de futebol Kabuscorp e foi dirigente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

No passado, o general tem um histórico com autoridades judiciais internacionais.

Chegou a ser acusado de tráfico de mulheres pela justiça brasileira e o seu nome esteve também envolvido numa investigação em França sobre o destino de três milhões de euros apreendidos no sul do país e que, alegadamente, se destinavam ao general, que se encontrava no Mónaco.

o diretor da Direção Nacional de Investigação e Ação Penal (DNIAP), Vanderlei Bento Mateus, afirmou na ocasião que a detenção de Bento dos Santos Kangamba, na última semana de Fevereiro de 2020, e que gerou alguma polémica, foi realizada nos termos da lei, salientando que havia “evidências concretas que efetivamente tratava-se de uma fuga”.

“Porque para uma pessoa que foi notificada e não compareceu, e viemos a saber mais tarde que às tantas horas da noite havia saído de Luanda, já na pendência da notificação, dirigiu-se a Catumbela, Benguela, Lubango para depois chegar àquelas horas na província do Cunene e depois estar de regresso duas horas depois, pergunta-se então o que foi fazer ao Cunene, ou seja, são essas evidências que tivemos que nos levam a concluir que, pela situação da pessoa em causa, a pessoa estava em fuga”, referiu.

Vanderlei Bento Mateus frisou que o advogado do arguido recebeu a notificação para comparecer na quinta-feira, mas depois de ser entregue a notificação “ao invés de permanecer para o ato processual a que foi chamado, nesse mesmo dia decidiu abandonar a capital para dirigir-se à província do Cunene”.

“Havia uma situação clara de fuga iminente e foi isso que legitimou e que nos levou a que emitíssemos o mandado de detenção ao general Bento Kangamba”, reiterou o ofícial de justiça naltura.

Em Portugal, Bento Kangamba apareceu em uma fotografia com o actual presidente e o treinador do Benfica, Rui Costa e Jorge Jesus onde rubricou um acordo  de cooperação com equipa portuguesa nas áreas de formação de jogadores e treinadores.