Bastonária Elisa Gaspar nega abandonar o cargo, um mês após sua destituição na Ordem dos Médicos

A Bastonária dos Médicos Angolanos, Elisa Gaspar destituída a 17 de Outubro, durante uma Assembleia da Classe nega abandonar o cargo , onde é acusada de desvio de dinheiros e má gestão.

Adriano Manuel

Repórter Angola

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A TRISTE SAGA DE ELISA GASPAR, UMA BASTONÁRIA DISTITUÍDA

O dia 18 de Novembro de 2020 para sempre ficará marcado pela negativa para a classe médica. Não esperávamos viver para testemunharmos o pior ato nos anais da história da Ordem dos médicos de Angola (ORMED). Confesso ainda estar chocado com a infame, indigna, reprovável, indecorosa e vergonhosa atitude protagonizada pela Bastonária destituída da ORMED, a Dra Elisa Pedro Gaspar.
No pretérito dia 17 de Outubro do corrente ano, realizou-se em Luanda, no Royal Plaza Hotel, a Assembleia Extraordinária da Ordem dos Médicos de Angola, cujo objetivo foi analisar a postura, comportamento, bem como a falta de alinhamento da Dra. Elisa Pedro Gaspar em relação aos elevados propósitos para os quais a ORMED foi criada.
A soberana decisão de destituição da então Bastonária, Dra. Elisa Gaspar da ORMED, saída daquele conclave, foi sufragada por mais de 4500 médicos que participaram presencial e remotamente das regiões Norte, Centro e Sul da ORMED.
A vunda (maka) começou exatamente aí!
Na sua lógica de permanecer na Direção da ORMED a todo custo, mesmo sem legitimidade, a Dra. Elisa Pedro Gaspar, arroga-se no direito de não abandonar o cadeirão que já não lhe pertence, afinal, nós, classe médica angolana não a queremos para dirigir os destinos da nossa Ordem.
A Sra. Elisa Pedro Gaspar numa atitude irrefletida, irresponsável e inconsequente decidiu encerrar a ORMED como se de sua propriedade se tratasse. Uma instituição de utilidade pública, com responsabilidades públicas elevadas, não deve ser encerrada por capricho de alguém que como uma menina mimada que acabou de perder o seu sambapito ou chupa-chupa, decidiu optar por uma atitude birrenta para voltar a ter o doce perdido.
A intenção de levar a Sra. Elisa Pedro Gaspar a aceitar as deliberações da assembleia Geral Extraordinária, foi criada uma Comissão de Bons Ofícios para dissuadi-la a seguir o difícil e triste caminho insistemente levado pela ex-Bastonária. A referida Comissão, constituída por respeitáveis colegas médicos, com carreiras dignas de boa referências técnicas, académicas e sociais, nomeadamente, o Dr. Mário Kassessa, Ministro da Saúde no primeiro Governo de Angola Independente, Dr. Artur Nascimento, o primeiro médico angolano especialista em Cuidados Intensivos e o Dr. Matadi Daniel, o primeiro especialista angolano em Nefrologia, Presidente da Comissão Eleitoral do Prcesso que elegeu a Dra. Elisa Gaspar.
A Sra. Dra. Elisa Gaspar, através de um telefonema, no qual, rotulou os Colegas mais velhos da citada Comissão de arruaceiros e desordeiros, chamou a Polícia de Ordem Pública, que compareceu nas instalações da ORMED fortemente armada para impedir os colegas médicos de entrarem na sua própria Ordem!
O Dr. Aylton Soares questionou Porquê que uma pessoa arroga-se no direito de se manter num cargo, quando as pessoas que a elegeram já não a querem?
Eu pergunto:
A Dra. Elisa Pedro Gaspar está mesmo bem da cachimónia?
Acredito que não.
Elisa Pedro Gaspar foi longe demais.
Se submeter a tamanha humilhação?
Acho que não deve estar bem da cachimónia.
Chamar polícias, armados com dispositivos de gás lacrimogéneo por causa do poder!

Qual era a intenção da senhora?

Poretes para o Dr. Artur Nascimento!

Gás lacrimogéneo para o Dr .Matadi Daniel!

Pancada para os 88 anos do mais velho Dr. Mário Kasesa!

Nunca na história da ORMED em Angola aconteceu tal coisa.

Punge-me bastante o facto de a
Comunicação Social Pública, que testemunhou o infame acto, com destaque particular para a TV ZIMBO ou se quisermos o CANAL 3 DA TPA, apesar de ter estado no local, colhido imagem, entrevistado membros da Comissão de Bons Ofícios, não ter cumprido o seu papel de informar, afinal este deveria ser o seu papel. Parece-nos estar claro que voltamos aos tempos da censura. A liberdade de imprensa parece que já era!

Qual é de facto o papel da Comunicação Social Pública?

Jamais seremos respeitados se o respeito não partir de nós mesmo.

Dra. Elisa Pedro Gaspar, nós, médicos de Angola, podemos afirmar com toda a certeza, não voltará a ter o seu suposto doce sambapito ou chupa-chupa de volta, afinal a ORMED não é um doce para ser levada na brincadeira do descaso, a sociedade sempre olhou para a ORMED como uma instituição séria e respeitável, pressuposto que para si nada significam.

Dra. Elisa Gaspar, a senhora foi longe de mais, ao submeter seus colegas a tamanha humilhação. Esse comportamento configura-se à alterações psiquiátricas. Custa-me acreditar que ainda lhe reste alguma honra para andar de cabeça erguida juntos dos seu pares, que somos nós, os médicos angolanos espalhados por essa imensa Angola.

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