Anunciada Greve dos Enfermeiros de Luanda por falta de material gastável nos hospitais

O secretário-geral dos enfermeiros de Luanda, António Afonso Kilebe, disse que em alguns hospitais, enfermeiros e familiares de pacientes têm tido conflitos devido a falta de material gastável.

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Repórter Angola

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A falta de equipamentos nos centros hospitalares de Luanda tem levado a crivagem na relação entre pacientes e enfermeiros.

Volta e meia, chovem denúncias nos órgãos de comunicação social, da falta de tudo nos pequenos e grandes centros hospitalares da capital de Luanda. A falta de pilhas para um termómetro, falta de agulha e até um paracetamol, são os problemas que os pacientes deparam em quase todas as unidades hospitalares.

Desta forma, os profissionais da seringa em Luanda, ameaçam paralisar os serviços dentro duas semanas, devido a falta de condições de trabalho.

O secretário-geral dos enfermeiros de Luanda, António Afonso Kilebe, disse que em alguns hospitais, enfermeiros e familiares de pacientes têm tido conflitos devido a falta de material gastável.

“Já passam mais de dez dias que remetemos um caderno reivindicativo a entidade patronal que não se pronuncia sobre o assunto, tivemos uma planificação que teríamos uma plenária para declaração de greve, e que está acertado para a próxima quarta-feira, e é daí onde vai se criar condições para a declaração de greve na cidade de Luanda”, avançou.

Entre os pontos apresentados pelos sindicalistas, constam falta de material de biossegurança, bem como as condições em que os técnicos de enfermagem trabalham.

“Há conflitos entre os pacientes e os profissionais. Só para terem atenção, por exemplo, uma enfermeira foi levada pela polícia no hospital Mamã Jacinta, porque mandou um dos pacientes comprar luvas, para puder trabalhar”.

Diálogo permanente vai evitar a paralisação do trabalho dos enfermeiros

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta explicou que há um diálogo permanente com o Sindicato dos enfermeiros, e explicou que a nível mundial a situação é bastante gritante, e a Angola não é excepção.

“Há um desafio muito grande na aquisição de material de biossegurança, mas nós como entidade patronal e governo de Angola, fizemos aquisições e foram feitas distribuições a nível das províncias”, disse. Por outro lado, explicou que o orçamento da saúde é descentralizado, há hospitais com orçamentos próprios, e este orçamento também serve para aquisição de medicamentos e material de biossegurança.

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