Angola: Polícia volta a matar adolescente, desta vez na Huila

Desde Março último, Agentes da Polícia Nacional tem sido acusados de disparar mortalmente contra cidadãos indefesos, outros por não uso de máscaras faciais. Na Província angolana da Huila a Polícia voltou a ser acusada de ter morto um adolescente de 17 anos, corporação confirma que o autor já se encontra detido.

Reporter Angola

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A sociedade angolana, voltou a registar mais um incidente em menos de três dias praticado por um dos agentes da Polícia Nacional, segundo acusações de testemunhas, soube o Repórter Angola de fontes fidedignas.

Um adolescente  Nagilson Cassanga, de 17 anos de idade, foi morto à tiro , por  supostamente um oficial da Polícia Nacional, afecto a Unidade de Segurança Pessoal e Entidades Protocolares (USPEP), na província da Huíla, durante uma briga.

Em um comunicado, daquele órgão, enviado a Imprensa e consultado pelo RA, informa que “o facto terá ocorrido, quando o agente em causa foi solicitado pela filha, no sentido de socorrê-la porque estava a ser agredida por um grupo indeterminado de jovens, supostamente alcoolizados, dentro da sua residência, preocupado com o clamor da filha, dirigiu ao local e na tentativa de apaziguar a briga, os agressores insurgiram- se contra o mesmo em agressões” lê-se na nota.

prossegue ainda, que “dada a brutalidade dos agressores”, segundo explica o documento, “o agente arranjou meios e conseguindo escapar-se das mãos dos mesmos, dirigiu-se para o interior da residência de onde retirou a arma de fogo e posto no local efectuou dois disparos ao ar para dispersar os agressores que insistentemente continuaram a insurgir-se contra o agente que em seguida efectuou mais dois disparos um dos quais atingiu a região do abdómen da vítima” tenta justificar.

Salienta ainda que “o jovem foi transportado para o Hospital Central Dr. António Agostinho Neto, onde veio a falecer minutos depois”, falando a imprensa esta tarde A polícia local garantiu já ter aberto um processo de averiguação para confirmar as circunstâncias do dispara e o agente em causa já se encontra detido

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