Angola: perto de 100 professores infectados com à Covid-19 em Luanda

Angola reportou mais 195 casos em 24 horas e ultrapassa as 200 mortes por Coronavirus , dos quais 97 professores testaram positivo.

Jonas Pensador

Repórter Angola

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Pelo menos 97 professores de Luanda, submetidos ao teste da biologia molecular (RT-PCR), na semana transacta, testaram positivo à Covid-19.

No âmbito da testagem aleatória levada a cabo pela Comissão Multissectorial para o Combate à Covid-19, 85 docentes, dos 2.844 do ensino geral testados, correspondendo a 2.9%, tiveram resultados positivos.

Já no ensino superior, subsistema em que 650 docentes foram testados nos dias 25 e 26 de Setembro, no Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto (UAN), 12 estão infectados, o que corresponde a 1.8 por cento.

Esses dados foram revelados, nesta terça-feira, pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, durante a sessão de actualização dos dados da pandemia da Covid-19 no país.

Alunos começam a ser testados nesta quarta-feira

Franco Mufinda anunciou, para esta quarta-feira, 07, a testagem em massa de alunos de escolas seleccionadas.

Angola registou mais 195 casos novos e duas mortes por covid-19, elevando o total de óbitos para 201, anunciou hoje o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda.

Dois homens angolanos, de 53 e 86 anos, morreram, enquanto sete pessoas recuperaram nas últimas 24 horas.

Segundo o responsável da saúde, entre os novos infetados 15 são do Bié, 56 da Huíla e 124 de Luanda, com idades entre 4 e 92 anos, sendo 89 de sexo masculino e 106 do sexo feminino.

Angola regista atualmente 5.725 casos, dos quais 201 óbitos, 2.598 recuperados e 2.926 ativos, dos quais 16 em estado crítico e outros tantos em estado grave.

Regresso às aulas em Luanda marcado por falta de condições de biossegurança

Professores, alunos e funcionários administrativos de algumas escolas de Luanda queixaram-se esta Segunda-feira de insuficiência de material de protecção individual e de biossegurança contra a covid-19, lamentando a “falta de mínimas condições” no regresso às aulas.

As aulas presenciais no ensino geral, a nível das classes de transição como a 6.ª, 9.ª, 11.ª e 13.ª classes, e no subsistema de ensino universitário foram retomadas, de forma faseada, depois de seis meses de suspensão devido à pandemia.

Falta de termómetros de medição de temperatura e álcool gel à entrada dos estabelecimentos, escolas sem água corrente, nem viseiras para professores, lavatórios, salas e casas de banhos degradadas foram o cenário encontrado pela Lusa em algumas escolas da capital.

PUB