Angola: Milhares de estudantes regressam hoje às aulas

Em Angola, as autoridades abriram esta segunda-feira 05 de Outubro, as portas para Milhares de estudantes do ensino universitário e das classes de transição do I e II ciclos do ensino secundário o regresso às aulas. O uso da máscara, a medição da temperatura, o distanciamento social e a desinfecção das mãos passam a integrar a rotina escolar dos alunos.

Daniel

Repórter Angola com Angop

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A reabertura das escolas ocorre sete meses depois da suspensão das aulas presenciais, face à pandemia da Covid-19, que já infectou 5.370 cidadãos em Angola, com 193 óbitos, tem sido criticada pela sociedade devido aumento dos casos .

falta de condições de trabalho. Queixaram-se de falta de material de protecção individual e de biossegurança contra a covid-19 e lamentam a “falta de mínimas condições” no regresso às aulas.

Geraldo Gabriel Ndala, professor de filosofia do ensino secundário no Kilamba Kiaxi, PUNIV 8054 – Nova Vida, em declarações à RFI sublinhou que nos estabelecimentos de ensino “não existem condições de biossegurança nas escolas” além de “saneamento básico deficitário”.

Denuncia que não foram distribuídas viseiras aos professores e os docentes não têm condições para “trabalhar com máscara e falar durante muito tempo”.

“poucos encarregados de educação permitira que os seus filhos, fosse hoje às Escolas”, disse ao Repórter Angola o Professor Miguel Dala da escola do Zango3.

As aulas retomam sob fortes medidas de biossegurança, de forma faseada, para evitar, no máximo, casos de contágio de novo coronavírus.

Numa primeira fase, retomam os estudantes  universitários e os da 6ª, 9ª, 12ª e 13ª classes, que deverão cumprir, rigorosamente, as medidas impostas pelas autoridades sanitárias do país.

O calendário escolar prevê, para o dia 19 de Outubro, o retorno dos estudantes da 7ª, 8ª, 10ª e 11ª classe, todas também do II ciclo do ensino secundário, ao passo que o ensino primário e o I ciclo começam dia 26 de Outubro.

Com as turmas divididas em grupos, no ensino primário e I ciclo, as aulas terão duração de 02h30, enquanto no II ciclo do ensino secundário 03h30 de carga horária, sem direito a intervalo.

Para o efeito, as instituições escolares devem ter as condições mínimas de biossegurança e distanciamento físico, desinfestar e fazer a ventilação constante das salas de aulas.

Devem ainda fazer a gestão de resíduos segundo as regras de biossegurança, incluindo o esvaziamento diário dos recipientes de resíduos e a disponibilização de recipientes higienizados ao começo de cada dia de actividade lectiva.

Estão, também, orientadas a fazer a renovação frequente do ar nas salas de aulas, preferencialmente com as janelas e portas abertas, além de encerrar espaços não necessários à actividade lectiva, como cantinas, refeitórios, salas de apoio, salas de convívio de alunos e outros, enquanto houver pandemia.

Outra medida obrigatória passará a ser a redução da lotação em 50 por cento das bibliotecas, laboratórios e salas de informática.

No geral, o país controla 18 mil e 297 escolas (com 97 mil e 459 salas de aulas em funcionamento no ensino geral), sendo 2.513 do I ciclo, 1.307 do II ciclo do ensino secundário públicos e dois mil colégios.

As escolas no ensino geral (públicas) acolhem mais de 10 milhões de alunos, enquanto as pública-privadas e privadas, entre as quais 666 localizadas em Luanda, contam com um milhão e 500 alunos matriculados.

Já o ensino superior conta com  8 universidades públicas, 7 institutos superiores públicos, onde estão matriculados cerca de 200 mil estudantes.

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