Angola: Ataque cibernético deixa o país sem importantes sites de Notícias

Uma dezena de importantes sites de notícias do País, como o portal Club K, Jornal OPAIS, Na Mira do Crime, Estado News , Angoweb, entre outros, foram desativado do AR desde quinta-feira passada 03 de setembro, devido a um ataque cibernético de origem desconhecida, sabe o RepórterAngola "sim sofremos um ataque cibernético, a partir da base de alojamento do portal " confirmou o Jornalista Sénior do Club K

Repórter Angola

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Desde quinta-feira da semana passada, que Angolanos não visualizam os melhores portais de informação do País, nomeadamente o Portal online Club K, Jornal OPAIS,  Na Mira do Crime, Estado News entre outros,  hospedado na  ANGOWEB bem como o próprio site da empresa.

“sim sofremos um ataque cibernético, a partir da base de alojamento ” confirmou ao Repórter Angola, o Jornalista Sénior do Club K , Lucas Pedro.

Paulo Sérgio, Editor do Jornal OPAIS confirmou ao RA, ” sim OPAIS está abaixo” sem avançar mais detalhes sobre o sucedido.

Já Director do site Na Mira do Crime, adiantou a este portal que ” o NMC estava em manutenção desde semana passada, e estaria já visível nas próximas horas de terça-feira 09 de setembro”, facto que não veio a acontecer, tendo mesmo sido informado de que se tratava de um ataque cibernético.

O Jornalista Jorge Neto outro director executivo do portal ESTADO NEWS também enfrenta os mesmos problemas e denuncia dificuldades em actualização de informações necessárias do País aos seus leitores.

” o sinal caiu e já não estamos a conseguir informar o povo” adiantou, o ataque informático de Hackers desconhecidos também foi confirmado pelo Jornalista do Portal Correio da Kianda,  António Sacuvaia “Milton”  ao R.A.

“sim os sites foram para baixo desde quinta feira da semana passada, domino a matéria, sofreram um ataque” disse o Jornalista ao R.A.

os ataques a imprensa tida como “independente e privada”, acontece semana depois de o Estado angolano ter confiscado, “canais da Tv Palanca, Tv Zimbo, Radio Mais, Jornal OPAIS, tidas como privados e constituídos com dinheiro publico”.

Os últimos ataques cibernéticos foram noticiadas pela  Imprensa angolana quando Hackers desconhecidos atacaram à petrolífera Sonangol

A imprensa angolana indicou em Junho de 2019, que a petrolífera estatal angolana Sonangol foi alvo quinta-feira de um ataque cibernético que deixou a empresa paralisada. Terão entrado em mais de 7.000 computadores.

a informação foi confirmada pelo PCA, Gaspar Querido Martins Pai à Agencia de Noticia Francesa AFP, durante uma conferencia de imprensa que avaliou em ” a perda e gastos de 2 milhões de dolares, no mesmo ataque”.

 

De acordo com informações do último relatório de segurança digital do dfndr lab, foram detectados mais de 40 milhões de ataques cibernéticos só no terceiro trimestre de 2018.

A perda de dados e roubo de informações representam altos riscos, sejam para instituições ou pessoas físicas.

O que são os ataques cibernéticos?

Ataques cibernéticos são as tentativas de hackers  de danificar ou destruir uma rede de sistemas. Essas violações podem fazer com que dados sigilosos sejam roubados e expostos  e que ocorram casos de roubo de identidade, extorsão entre outros.

Os ataques cibernéticos recebem também o nome de cibercrime, crime informático, crime electronico,  e outras variações, todas muito perigosas para os usuários.

Muitas são as formas de ter sua rede invadida, mas geralmente, os ataques são sutis e silenciosos, tornando ainda mais difícil sua identificação.

Sofrer um ataque cibernético pode custar muito caro, afinal, muitos são os dados e informações importantes contidas nas redes empresariais e, até mesmo, nas pessoais. Por isso, é uma ameaça grave que não deve ser ignorada.
A lei contra os ciberataques já está em vigor em Angola desde Fevereiro de 2017
No âmbito de proteger os cidadãos e as organizações de ciberataques, com vista os novos desafios que o mundo digital apresenta, a Assembleia Nacional aprovou a Lei de protecção das Redes e Sistemas Informáticos, que inclui o ciberterrorismo.
A Lei 7/17, de 16 de Fevereiro, aprovada pela Assembleia Nacional, não é apenas focada na proteção do espaço cibernético de Angola contra os riscos associados. É uma lei que tem ainda como objectivo facilitar o acesso ao conhecimento através das plataformas digitais.
No seu Artº 2, o alvo do legislador é o ciberespaço angolano, que pretende proteger, entre outros, contra qualquer acto ou ataque, roubo informático e ciberataque. É importante perceber que, os criminosos cibernéticos usam métodos diferentes segundo suas habilidades e seus objectivos.

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