Álvaro Sobrinho repatriou o seu dinheiro para Angola em obediência a Lei

Apesar de ter algumas contas bloqueadas nas Ilhas Maurícia, o Empresário angolano Álvaro Sobrinho terá repatriado os seus capitais de Portugal e outras partes do mundo, informou ao Repórter Angola, uma fonte do Banco Nacional de Angola. " diferente de muitos que não o fizeram, ele transferiu, agora o que resta caso a justiça for favorável a ele, o Estado pode ter mecanismo de reclamar este direito nas ilhas maurícias, por se tratar de um cidadão nacional" adiantou o jurista Edmundo José

DR

Joaquim Manuel

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O empresário angolano Álvaro Sobrinho  repatriou os seus capitais de Portugal e outras partes do mundo, segundo  uma fonte do Banco Nacional de Angola em declarações ao Repórter Angola.

sem especificar o montante, sob anonimato a fonte avança que ” entre os empresários angolanos que repatriaram os seus capitais, constam o nome de Álvaro Sobrinho, Manuel Rabelais entre outros, ” adiantou.

Para o Jurista Edmundo José ” se repatriou fez muito bem e agiu em conformidade com a lei, aliás pode não ter repatriado tudo e nunca haverá provas da existências desses valores, por ser apenas sócios de algumas empresas estrangeiras como em Portugal e ilhas maurícias, e por nunca ter ocupado cargos de direção nestas empresas, por ter perdido quase do seu tempo em Angola, onde também investiu muito no sector Bancário , Golfo e Comunicação Social” frisou.

“uma outra questão poderia também que se evoque a dupla nacionalidade, bom se eu sou luso-angolano, é claro que o governo português não me pode mandar a tirar tudo que tenho em Angola, ou vice e versa, como sobrevivo quando eu estiver num desses países ou como posso investir enquanto empresário nos dois países, aqui reside a lei do comercio livre e chega-se sempre em entendimentos, até porque é um empresário que nunca ocupou função no aparelho do Estado” entende o também funcionário judicial em Luanda, colocado no Tribunal Supremo.

Álvaro Sobrinho está de parabéns por ter tido a coragem de trazer para Angola o seu dinheiro e ajudar a economia nacional e dar empregos aos seus compatriotas, no entender do jurista ” diferente de muitos que não o fizeram, ele transferiu, agora o que resta caso a justiça for favorável a ele, o Estado pode ter mecanismo de reclamar este direito nas ilhas maurícias, por se tratar de um cidadão nacional” adiantou.

Álvaro Sobrinho, que se considera um empresário do mundo, prometeu aplicar o seu dinheiro em Angola, país onde afirma ter negócios relevantes e que oferece grande oportunidades de investimento.

Em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA), informou que em Agosto último foi interrogado, durante seis dias, sete horas por dia, nas Ilhas Maurícias, por uma comissão independente anti-corrupção, sobre os seus investimentos naquele país e relações com o poder politico, que terão levado à renúncia em Março da Presidente Ameenah Gurib-Fakim.

O empresário descartou qualquer envolvimento na utilização, pela Presidente Ameenah Gurib-Fakim , do cartão de crédito platina , da Fundação Bill & Melinda Gates, para uso pessoal, e que levou à renuncia da Chefe de Estado das Ilhas Maurícias.

Segundo referiu, quando foi detectada a utilização do cartão de crédito para coisas próprias, a Presidente pediu desculpas e reembolsou o dinheiro à Fundação.

 

Depois da carreira na BES em 2013, e com que a BES,  Sobrinho se concentrou em investimentos que cobrem indústrias como a das telecomunicações e média, com investimentos na YooMee Africa e no Grupo Newshold, Golfo,  Os seus investimentos cobrem também uma séria de parcerias na área das publicações, indústria e turismo. Em 2013, Sobrinho tornou-se no maior acionista individual da Sporting Clube de Portugal – Futebol SAD, através da conversão de créditos da empresa Holdimo – onde Sobrinho é investidor – em 29.8% do capital da Sporting CP – Futebol SAD.

Negócios
Na área financeira, o empresário detém, a título individual, 5% do BES Angola, assim como cerca de 3% da Espírito Santo International, através de várias sociedades detidas maioritariamente por si. Esta última empresa controla, por sua vez, a maior accionista do Banco Espírito Santo, a Espírito Santo Financial Group, a qual, por sua vez, controla o Banque Privée Espirito Santo (BPES) na Suiça, entre outros. Como presidente do BES tinha sido chamado ao Banco de Portugal para dar explicações sobre uma comissão de € 8,5 milhões que teria recebido de uma consultoria dada a um cliente em Angola.

Em 2021, Alvaro Sobrinho revelou em declaração publicada no semanário Sol,  que “com autorização expressa dos visados”, que a Pineview Overseas é detida em partes iguais por Carlos de Oliveira Madaleno, Generosa Alves dos Santos e Silva

Na área dos media, Álvaro Sobrinho detém indiretamente – através da família, acionista da Newshold – uma participação de 96% no semanário Sol. O grupo explora ainda a área comercial do diário “i” e tem um acordo para a sua eventual compra no futuro. O interesse na Rádio e Televisão de Portugal (RTP) foi publicamente assumido pela empresa – durante o rocambolesco processo de possível privatização de um dos canais da empresa, entretanto abandonado pelo Governo – com o objetivo de criar um grande grupo de media para o mercado lusófono.

Em 2013, Sobrinho passou a liderar o Banco Valor em Angola, ocupando a posição de presidente executivo.

Sobrinho está também envolvido com a filantropia em África. Ele é presidente do Planet Earth Institute, uma ONG registada no Reino Unido. O Planet Earth Institute é uma organização creditada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, e tem como missão o “Desenvolvimento Científico de África”. O Instituto participou no programa das Nações Unidas do Rio +20, e mais recentemente nos debates “Pós 2015” em Nova Iorque.

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