AIESPA, diz que Governo de João Lourenço foi parceiro desleal

Associação das Instituições de Ensino Superior Privadas de Angola (AIESPA), falando em exclusivo para o Repórter Angola, o seu Porta-voz, Laurindo Viagem fez saber que aquela agremiação esperava uma postura diferente do governo, enquanto parceiros e, não a de braços cruzados em termos de apoio às instituições de ensino, ainda que fosse por meio das medidas de alívio anunciados pelo Estado durante o período de suspensão das actividades lectivas e outras.

Gabriel José

Repórter Angola

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

A Associação das Instituições de Ensino Superior Privadas de Angola (AIESPA), falando em exclusivo ao Repórter Angola, o seu Porta-voz, Laurindo Viagem diz que aquela agremiação esperava uma postura diferente do governo, enquanto parceiros e, não a de braços cruzados em termos de apoio às instituições de ensino, ainda que fosse por meio das medidas de alívio anunciados pelo Estado durante o período de suspensão das actividades lectivas e outras.

O académico lembrou que aquela organização chegou a escrever para o Presidente da República, João Lourenço, mas sem sucesso, fez intervenção pública, a quando do encontro de auscultação realizado pelo Chefe de Estado, igualmente nem água vai nem água vem. “Foi duro para gestores e colaboradores” lamentou o Porta-voz que se questiona “aonde foi e para que servem os impostos que são pagos que dariam para apoiar?

Diante do cenário verificado, a Associação das Instituições de Ensino Superior Privadas de Angola, entende que o governo teve uma postura fria numa fase em que era esperado ser mais interventivo. AIESPA apresenta-se como parceiro do governo e, detém o maior número de instituições e de alunos no ensino superior.

INÍCIO DAS AULAS

O Porta-voz prestou a entrevista ao Repórter Angola, na noite desta quinta-feira, enquanto participava da vídeo-conferência entre a organização e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, tendo garantido que as instituições que representa têm condições criadas para segunda-feira dar início às aulas.

SUBIDA DE PREÇOS

A Associação das Instituições de Ensino Superior Privadas de Angola (AIESPA), assegurou que este é um assunto que muito espera da parte do Ministério uma apreciação favorável. Segundo o também Professor de Ética, a AIESPA ainda pretende aumentar os preços, mas espera por esta decisão, uma vez encontrarem-se sem fundos, por terem feito gastos com a compra de material de biossegurança e, a isto acresce-se o pagamento dos professores no mês de Outubro, mesmo começando sem dinheiro para o efeito, daí, na óptica deles a mudança dos tarifários se justificar. Mas, tratando-se de preços vigiados, esperam pelo sinal do Ministério das Finanças para alterar.

SEM AULAS

Professor universitário a virar taxista, vendedor ambulante de comida, água, bebida, máscara, estas são entre às várias situações vividas pela classe docente durante o período da suspensão das aulas. Laurindo Viagem, disse que foi triste ver o professor a mendigar só sobreviver. Os fundos das universidades não capazes de cobrir mais de dois meses e em muitos casos acima de um.

PUB