Afonso Nunes tenta mudar o nome da igreja Tocoista e sofre ameaças

Em função da sentença do Tribunal Supremo, Afonso Nunes tentou mudar o nome da igreja e sofreu ameaças. A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo, os Tocoístas, ala de Afonso Nunes, em função da proibição pelo Tribunal Supremo de não fazer uso dos símbolos daquela instituição, numa reunião restrita no passado dia 25 de Julho do ano em curso, o bispo anunciou que era sua pretensão trocar o nome da instituição, ou seja, da ala que dirige.

DR

Jornal24horas

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Porém, a reacção das pessoas que beneficiam dos bens e dos dinheiros da igreja foi amedrontador e recuou na intenção.

Apurou-se de fonte ligada aquela congregação religiosa que Afonso Nunes não esperou tantas críticas do seu clero que apregoam a reunificação, em nome da personalidade de Simão Gonçalves Toco. Até lhe foi dito que «nós conseguimos muita coisa por causa do nome ‘tocoísmo’ e se aparecermos com outro nome já não teremos aceitação, quer no MPLA com em outras instituições. Vamos continuar a desafiar a decisão do tribunal até onde podermos, porque neste país respeitam a decisão do partido e não a do poder judiciário», disse a fonte.

A fonte avançou que Afonso Nunes aproveitou-se da ocasião para anunciar que os tocoístas da sua ala podem começar a fazer pronunciamentos públicos a favor de qualquer formação política, mas alertou aos seus membros que a balança deve ser puxada mais para o lado do MPLA, porque é a organização partidária que o acreditou, lhe deu segurança e protagonismo no que toca a sua personificação em Simão Gonçalves Toco.

Na mesma esteira, a informação avançada no mês de Agosto pelo Jornal 24 Horas, àcerca da forma como está sendo gerido o património tocoísta, nas páginas do facebook da mesma congregação, questiona-se a forma como são divididos os bens e quem será o herdeiro? A igreja ou a família biológica de Afonso Nunes?

O internauta identificado apenas por Cetoco Tocoísta, refere que «até que enfim alguém traz a público uma reacção das acusações publicadas no Jornal 24 Horas no mês de Agosto, feitas ao bispo. Pois, é mesmo um dever e do interesse público que haja informação credível sobre o assunto. O silêncio, as omissões e tentativas de ofuscação que se verificam, são sintomas de fraqueza do bispo Afonso Nunes que tem responsabilidades quanto à sua imagem que sistematicamente vem sendo beliscada por um segmento da imprensa privada com grande poder de disseminação informativa», enfatiza.

Tocoistas estão preocupados com a gestão do património da igreja

O mesmo internauta está preocupado com o silêncio do bispo Afonso Nunes acerca de como é feita a gestão do património tocoísta, pois «o segredo continua sendo a única resposta. Ninguém pode questionar. Quem se atreve é afastado da igreja, sobretudo aqueles que são funcionários», disse.

O mesmo esclarece que é um bom sinal terem na liderança da seita um bispo empresário, empreendedor e patrono de um complexo património do qual a maioria não sabe a forma como foi adquirido. «Quanto ao envolvimento do bispo Afonso Nunes com as duas irmãs, Rosalina da Costa Sebastião e Elisa da Costa Sebastião, para o interesse público e dos tocoistas em particular, porque também é de lei, importa que saia à público e nos tragam a veracidade dos factos. Como é que elas aparecem à frente do património tocoísta? – “A igreja deve primar pela verdade e não pela mentira e a imagem do bispo Afonso Nunes não pode ser continuamente manchada em hasta pública, alimentada por sucessivas omissões e silêncios prolongados», realça.

Por sua vez, Benvindo João Lukoki, outro internauta que acreditava que Afonso Nunes é a personificação de Simão Gonçalves Toco, fazendo alusão à seita dirigido por aquele bispo, garante que «é erro que essa ‘empresa’ seja chamada igreja. Entre eles, pastores e ‘profetas’, fazem concorrência com escolas privadas, supermercados, viaturas que fazem serviço de táxi, têm acções em bancos comerciais e assim por diante», revela.

Em jeito de desabafo considera que a seita controlada pelo bispo Afonso Nunes «é uma igreja de negócios, mas nas manhãs de domingo todos se tornam ‘anjos’. As igrejas estão pobres, mas os seus líderes sonham com carros, vilas residenciais, engordam, vestem-se e calçam sapatos caros, enquanto nas mesmas instituições religiosas há pessoas pobres, passando por extremas necessidades. Vocês veem? O lobo e o pastor não olham para o cordeiro da mesma maneira», alerta.

Benvindo João Lukoki questiona-se dizendo que «como é que Deus pode deixar a porta do curral de ovelhas para um lobo? – E se eles são verdadeiros pastores, como podem abandonar a porta do curral de ovelhas para se encontrarem em um palácio real? Esses Afonso Nunes, Simão Lutumba, Eliseu Agostinho, Luís Palau, Franck Alexandre, Jim Lassiter, Hansa Eichler, René Samuel Sirat, Nichiko Niwano, Konrad Raiser, Elio Toaff, Billy Graham, Morris Cerullo, Benny Hinn e todos os líderes religiosos não são nada, excepto demónios feitos humanos», garante.

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