Isabel Dos Santos não desviou os 135 milhões da Sonangol, segundo documentos

Quando Isabel dos Santos saiu da petrolífera, um dos atos de gestão questionado foi a transferência de 135 milhões de dólares para a Matter, no Dubai. Agora, há dados que sustentam que este dinheiro foi usado para pagar a consultoras.

DF

Negocios

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Ao longo de quase um ano e meio como presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Isabel dos Santos fez reformas no que diz respeito a consultoria, mas no fim de tudo foi acusada que transferiu mais de 135 milhões de dólares da petrolífera nacional para quatro empresas suas, usando o seu banco em Portugal, Banco BIC.

Na realidade esta acusação é infundada, pós o valor serviu para pagar serviços a empresa Matter, segundo o Jornal de Negócios.

Uma das peças relevantes dos chamados Luanda Leaks é a de que Isabel dos Santos desviou mais de 135 milhões de dólares da Sonangol para empresa de subordinados com a justificação de pagar serviços de consultoria. O dinheiro foi transferido para a Matter Business Solutions, com sede no Dubai, para que esta, enquanto entidade coordenadora do processo de reestruturação da Sonangol, pagasse serviços de consultoria.

Segundo o “Negócios”, os documentos já estarão na posse do Ministério Público português que a pedido da PGR angolana arrestou mais de 30 contas bancárias, entre elas as de Isabel dos Santos, Mário Leite Silva e Jorge Brito Pereira
O jornal português escreve que as empresas que foram remuneradas pela Matter Business Solutions constam a Boston Consulting Group (BCG), a PwC, a McKinsey, a sociedade de advogados Vieira de Almeida, a Odkas, a Ucall e a Neves e Almeida, que “foram pagas pelos trabalhos realizados para a petrolífera angolana e sinalizaram esse facto passando facturas”.

De acordo com a informação avançada pelo mesmo jornal, os documentos que atestam a transferência dos montantes devidos a essas empresas foram realizados através de bancos como o BCP, Eurobic, Santander e Bankinter e BPI e os pagamentos foram concretizados entre Agosto e Dezembro de 2017.
Estas novas informações vêm ao encontro do que a antiga PCA tem vindo a dizer sobre o assunto levantado pelo Consórcio Internacional de
Jornalistas, que investigou o caso. Isabel dos Santos armou que estes valores foram usados para pagar empresas contratadas no âmbito dos
trabalhos do Projeto de Reestruturação da Sonangol.

 

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