Advogados da JEFRAN recorrem da decisão do arresto do imóvel de Francisco Silva

A sociedade de Advogados Jacinto Gonçalves que defende o Empresário Francisco Silva da JEFRAN, vai apresentar nos próximos dias um recurso que para anular a providencia cautelar de arresto emitido pelo Tribunal Provincial de Luanda, soube o Repórter Angola junto de uma fonte próxima da Associação.

Jonas Pensador

Repórter Angola

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A sociedade de Advogados Jacinto Gonçalves que defende o Empresário Francisco Silva da JEFRAN, vai apresentar nos próximos dias um recurso que para anular a providencia cautelar de arresto emitido pelo Tribunal Provincial de Luanda, soube o Repórter Angola junto de uma fonte proxima da Associação.
Em causa está o processo nº3362/2020-C que decorre na primeira sessão da sala cível e Administrativo deste Tribunal, motivo pelo Ministério Publico em representação aos consumidores ou supostos clientes da imobiliária JEFRAN.
em entrevista ao Repórter Angola, o Empresário Francisco Silva que é director disse achar estranho, visto que ao Tribunal ainda não deferiu uma sentença no caso.
Em entrevista ao Repórter Angola, recentemente, o empresário admitiu de que decorre um processo civil e administrativo, no Tribunal Provincial de Luanda que envolve 103 lesados, mais o assunto está a ser resolvido.

A par da queixa, o órgão de defesa do consumidor interpôs uma providência cautelar no Tribunal Provincial de Luanda e apresentou uma denúncia pública à Procuradoria-Geral da República, na mesma data, por incumprimento contratual e violação de direitos económicos dos consumidores.

A empresa Jefran celebrou contratos de venda de casas nos regimes de pré-pagamento e de renda resolúvel, no período entre 2010 e 2017.

No início deste mês, o empresário Francisco da Silva, citado pelo Jornal de Angola, declarou que possui dívidas de 95 milhões de kwanzas (128 mil euros) e diferendos por resolver com 103 clientes, depois de pagar reembolsos a 150, número que é contestado pela parte dos lesados.

O empresário disse que teve igualmente prejuízos de 58 milhões de dólares (49,3 milhões de euros), devido a um conjunto de problemas, entre os quais a pandemia de covid-19, questões administrativas e financeiras, conflitos de terras, a situação cambial e dificuldades na aquisição de materiais de construção no país.

Francisco da Silva afirmou ter 200 casas prontas para entrega e considerou “justas” as reclamações dos clientes devido à demora, que “causou impaciência”.

” se fosse um branco ninguém lhe prestava atenção, mais como Eu sou um negro de Malanje, as pessoas querem falar, o arresto não é uma solução até porque o Tribunal ainda não concluiu com o processo que segue seus tramites legais”.

“estou aberto para receber todos meus clientes e sentarmos a mesma mesa para negociarmos e encontrar soluções, porque tem que me dar tempo para poder trabalhar e não podem por exemplo desejar que Eu morra para irem cobrar divida ao difundo ou não me podem querer que eu vá preso para irem cobrar a divida ao presidiário, temos que estar aqui para trabalhar e resolver os problemas dos clientes” desabafou o Jovem Empresário.

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